quarta-feira, 25 de junho de 2008

e a luta contra a estupidez continua......

http://www.administradores.com.br/artigos/se_a_musica_nao_diz_nada_nao_recebe_quase_nada/23606/

Flores do Clube da Esquina

http://www.emi.com.br/base_para_noticias.asp?c=2124

super cd com as releituras do classico Clube da Esquina por varias cantoras de diversas vertentes da mpb.
Assino arranjos e teclados em 2 faixas:
Nada Sera Como Antes com Magie Stock e
Trem Azul com Marjorie Estiano

vale a pena conferir


video abaixo:
take da gravaçao da base de Trem Azul
Blue Studios,RJ

Bateria:Jurim Moreira
Baixo:Dunga
Guitarra:Vini Rosa
Violao:Juliano Cortuah
Arranjo e teclados:Lomiranda
Tecnico:Marcelo Load
assistente:Michel
produtor:Guto Graça Mello

sábado, 14 de junho de 2008

domingo, 18 de maio de 2008

Importante para quem é compositor aqui em Pindorama....






Davi X Golias

por Tim Rescala


Em recente comunicado a seus associados, adotando um estilo melodramático, difamatório e um tanto desesperado, o ECAD, que responde a uma enxurrada de ações na justiça, partiu para o ataque contra um dos grupos de compositores que luta para fazer valer seus direitos na justiça e, em especial, contra mim.

O órgão, de acordo com o referido comunicado, já teria, inclusive, dado entrada numa ação criminal, supostamente baseando-se na lei de imprensa, agindo da mesma forma que a Igreja Universal, que recentemente tentou calar a imprensa nacional, que denunciava suas irregularidades. Parece que o ECAD ainda não se deu conta de que não vivemos mais numa ditadura e que essa forma de pensar e agir não encontra mais respaldo na sociedade, nem mesmo em sua parcela mais conservadora.

O curioso é que um dos defensores do ECAD, o compositor Fernando Brant - presidente da UBC -, criticou duramente o ministro Gilberto Gil (http://www.emdiacomacidadania.com.br/documentos/FernandoBrant.pdf) em artigo publicado exatamente no mesmo jornal e na mesma página que o meu, mas nem por isso foi ameaçado de processo por ninguém.

O que é lamentável nesta história é ver que colegas de profissão, que no passado clamavam por liberdade de expressão, denunciavam arbitrariedades e exigiam democracia, hoje engrossam as fileiras do fisiologismo e do acúmulo de capital. Os idealistas de ontem são os oportunistas de hoje, infelizmente.

O ECAD - uma empresa privada que parece ter o aumento de receita como meta principal (http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/content.php?option=com_content&task=view&id=230,), mas que as vezes finge ser de utilidade pública, dependendo da ocasião -, já está habituada a “levar pau”. http://www.camara.gov.br/leoalcantara/hpleo/DISCURSO/ecad.htm

Está, inclusive, sofrendo auditoria da Receita Federal sobre seus cinco últimos exercícios. Mas como eu faço parte de uma ação que está dando muita dor-de-cabeça para seu departamento jurídico, reagiu com pedras.

A gota d’água para este maremoto foi um artigo meu (http://www.direitodeacesso.org.br/Caixa-preta) publicado na sessão de opinião do jornal O Globo, comentando o que foi dito no seminário sobre direito autoral, promovido em dezembro último pelo MINC-Ministério da Cultura, evento este que terá prosseguimento em 2008.
(
http://www.cultura.gov.br/blogs/direito_autoral/). Em todas as mesas só se falou mal do ECAD e o que fiz - e disso não me arrependo nem um pouco - foi dar minha opinião, obviamente também contra os desmandos do órgão, já que eu era, infelizmente, um dos poucos músicos presentes no evento. (http://airtonpimentel.musicblog.com.br/2/). O compositor César Costa Filho, presidente da ADDAF, que em seu pronunciamento no seminário também criticou duramente o ECAD, está também sendo ameaçado de processado pelo órgão. Aliás, parece que o que o ECAD mais fácil é isso , processar e ser processado.

http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0208/0679.html

A opinião geral foi de que o ECAD precisa ter controle do estado, assim como acontece com a maioria absoluta das sociedades arrecadoras, no mundo todo, como nos mostrou a especialista Vanisa Santiago no mesmo seminário. (http://www.slideshare.net/josemurilo/frum-nacional-de-direito-autoral-vanisa-santiago)

O ECAD adotou então a estratégia de tentar colocar a classe musical contra mim e o grupo de oito compositores de trilhas, do qual faço parte, estigmatizando-nos. Este grupo, apesar do que diz o ECAD - apoiado em inverdades e informações incompletas -, não é o único a gritar contra as arbitrariedades do órgão. Atualmente estão em andamento na justiça cerca de 4.000 ações envolvendo o ECAD (http://conjur.estadao.com.br/static/text/16699,1), (http://sobretudo.blogueisso.com/2007/08/16/ao-lado-da-galisteu-e-contra-o-ecad/), (http://www.rafael.galvao.org/2003/10/ecad.php), (http://www.overmundo.com.br/overblog/o-creative-commons-e-os-direitos-autorais), (http://www.trampo.com.br/ecad1/frame_depoimentos3.htm\), dentre elas muitas semelhantes à nossa (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=425TVQ002). E o próprio ECAD considera este um número pequeno, pois em 2003, por exemplo, chegaram a 7.000!

Pelo bem da verdade e da transparência dos fatos, e para que a classe musical não continue sendo ludibriada por gente que de música não entende nada, mas que manipula números muito bem, vamos aos fatos:

O lobo em pele de cordeiro

Até 2001 o ECAD pagava igualmente pelas músicas veiculadas em programas de televisão, fossem temas de personagens ou backgrounds, de autores contratados pelas emissoras para fazer isso ou não. A partir de então, numa decisão absolutamente unilateral e arbitrária, sem consultar nenhum dos principais atingidos, a toda poderosa assembléia do ECAD (tendo a UBC como voto majoritário) (http://www.overmundo.com.br/blogs/direito-autoral-o-papel-do-ecad),começou a diminuir gradativamente a pontuação de quem era contratado para fazer este trabalho, mas mantendo o ponto inteiro para as chamadas músicas pré-existentes, ou seja, as que não foram compostas especialmente para este fim. Inicialmente para 1/3, depois 1/6 e, finalmente, para 1/12.

Com este novo critério, os compositores de trilhas para televisão viram seus ganhos reduzidos, mas isso não implicou em cobrar menos das fontes pagadoras, ou seja, as emissoras de televisão. (Muito pelo contrário. Passou a cobrar muito mais: 6 milhões mensais, só da TV Globo ). (http://conjur.estadao.com.br/static/text/20140,1)

Aí está o pulo do gato: as emissoras continuaram pagando o ponto inteiro. A matemática criativa do ECAD foi, então, a de manter a cobrança do ponto inteiro das emissoras, mas pagando apenas 1/12 para os compositores de trilhas. Para onde foi o restante do dinheiro arrecadado?(http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=423TVQ008)

Se o ECAD acha que backgrounds em trilhas de televisão valem 12 vezes menos que temas de personagens, por que não acha o mesmo das trilhas para cinema ou para teatro? Seria por que as sociedades majoritárias na assembléia tem em seus quadros compositores que trabalham nesta área? O que esses colegas diriam se o ECAD usasse o mesmo peso e a mesma medida para reduzir seus dividendos, como fez conosco ?

Tentando explicar sua tese, o órgão chegou a dizer que os backgrounds deveriam valer menos porque não possuem letra. Ora, quer dizer então que música instrumental vale menos que música cantada? Será que vamos ter que debater num nível tão baixo de entendimento do que seja a arte musical?

Sabe-se que no mínimo 50% da música veiculada em TV é de autoria dos compositores contratados para esta exercer esta atividade. Sabe-se também que cerca de 50% do que o ECAD arrecada vem da televisão. A arrecadação do órgão em 2007 chegou a R$ 250 milhões, sem falar nos ganhos financeiros, que somaram R$ 100 milhões. Se o ECAD recebe inteiro e repassa apenas 1/12, imaginem com quanto ficou a mais em seus cofres! Para quem foi este dinheiro, afinal? E para renovar seu contrato com a Globo o ECAD quer receber mensalmente, nada mais , nada menos, que 2,5% do faturamento da empresa. Enfim, o ECAD quer se tornar sócio da TV Globo sem fazer esforço. Quer ser sócio apenas nos lucros.Vamos olhar os fatos de um outro ângulo:

O ECAD reune 10 sociedades autorais, mas apenas 6 delas votam nas assembléias. As outras ficam caladas, sem direito de abrir o bico. Isso ocorre porque em 1999 iniciaram um movimento para que o ECAD não tivesse o monopólio da arrecadação autoral no Brasil. Foram castigadas com a expulsão, por sugestão da UBC, algumas retornando logo depois, mas desde que se mantivessem em silêncio. E assim tem sido com a ANACIM, a ASSIM , a SADEMBRA e a ABRAC, que entrou depois.. As quatro apenas dizem amém para as outras seis, UBC, AMAR, SBACEM, SICAM, ABRAMUS e SOCIMPRO.

Existem outras sociedades arrecadoras no país, mas que, graças à lei vigente, não conseguem entrar no ECAD, que é o escritório centralizador.

(http://www.overmundo.com.br/blogs/direito-autoral-o-papel-do-ecad)

A votação em assembléia desta empresa sui-generis, cujas regras estão longe de serem democráticas, vaticina que “manda mais quem ganhar mais”, como acontece no mundo capitalista. Mas o que faz com que o ECAD seja único em todo o mundo é que nas outras sociedades há uma regulamentação e um supervisionamento estatal, justamente para não permitir distorções como as que ocorrem no Brasil.

Do jeito que a coisa está, sem qualquer órgão regulador em funcionamento, a sociedade que arrecada mais num ano mandará mais no ano seguinte. E quem tem arrecadado e mandado mais há muitos anos é a UBC, cujos percentuais, de 2001 a 2005, foram 54%, 50%, 48.2%, 51.7%, 47.4%, 43,8% e 47.4% dos votos. Foi por mérito próprio? Vejamos…

Mantendo a hegemonia nas votações e, por conseguinte, nas decisões das assembléias, a UBC impera, toda poderosa. Voltemos então à questão do ponto para descobrir como a coisa funciona de fato:

Dos compositores de trilhas, sejam eles da TV Globo, Bandeirantes, Record ou SBT, praticamente nenhum está na UBC. Mas os compositores das chamadas músicas pré-existentes, que continuaram recebendo o ponto inteiro, estão em peso nesta sociedade. Para qual sociedade vão então os 11/12 restantes ? Bingo!!!

Outra conclusão óbvia: se manda mais quem ganha mais, se a televisão é responsável por 50% da arrecadação e se a UBC não tem compositores de trilhas em seu quadros, o que ela fez? Reduziu o ponto destes compositores, afastando a ameaça de perder sua hegemonia na assembléia, pois, em seguida, no ranking do ECAD está a ABRAMUS, a qual são afiliados diversos compositores de trilhas, como é o meu caso. Engenhoso, não é? E o que podem fazer as outras sociedades diante disso? Nada, por incrível que pareça. Por isso os compositores de trilhas estão na justiça contra o ECAD. Não apenas oito, mas praticamente todos. Mas vejamos agora o que se passa com a ação que o ECAD diz que vai tirar o pão da boca dos compositores, tentando colocar colegas contra colegas.

Colocando músico contra músico

O ECAD diz que apenas este grupo de 8 compositores reclamou dos novos critérios adotados. É MENTIRA. Não só estes oito, mas praticamente todos os compositores de trilhas da TV Globo entraram na justiça contra o ECAD, o que também fizeram outros compositores que trabalham para as demais emissoras, como SBT, RECORD e BANDEIRANTES. Existe ação semelhante, de 25 compositores paulistas, lutando pelos mesmos direitos e apontando as mesmas injustiças e distorções.

(http://www.ciranda.net/spip/article857.html)

O compositor Eduardo Dussek, por exemplo, que não é contratado de televisão nenhuma, também está na justiça contra o ECAD, lutando para receber os direitos referentes a uma de suas composições, usada como tema de personagem numa novela da TV Globo, mas considerada, para efeito de pagamento, como background pelo ECAD. (http://conjur.estadao.com.br/static/text/61757,1), (http://conjur.estadao.com.br/static/text/60083,1)

O órgão, em seu comunicado difamatório, diz que esses novos percentuais adotados refletem o que ocorre em termos mundiais. Não é verdade. Há variação de percentuais sim, mas nunca de 1/12, e, mesmo assim , há países onde não houve redução nenhuma, como Áustria, Alemanha, Holanda, Dinamarca, França, Argentina, Espanha, Iugoslávia, Suécia, Suíça e África do Sul. E quando há alguma mudança a ser feita, todos são consultados, mesmo porque as sociedades internacionais de gestão coletiva, como é o caso do ECAD, são assistidas por orgãos reguladores estatais. Todas, sem exceção. Já no Brasil não há ninguém que fiscalize o ECAD, pois o governo Collor (por que será?), assim como fez com tanta coisa que dava certo neste país, extinguiu o CNDA, Conselho Nacional de Direito Autoral. Desde então impera a incerteza e a desconfiança. Tratemos então agora especificamente da ação dos produtores musicais:

O período ao qual uma das ações se refere vai de 2001 a 2005 e é apenas uma dentre muitas. O valor de R$ 140 milhões que o ECAD diz ser absurdo e de não ter sido alvo de perícia foi baseado nos próprios documentos do órgão. (http://conjur.estadao.com.br/static/text/61757,1) Se este valor é absurdo, é absurda também toda a contabilidade do ECAD e todas as suas planilhas, que, aliás, escondem mágicas contábeis que fariam Malba Taham morrer de inveja.

O valor alardeado é tão somente um déposito para garantir o pagamento dos autores, caso vençamos a ação. Não é portanto, uma cobrança. E se vencermos, a justiça, obviamente, reverá este valor e saberá estipular o valor correto e justo, seja maior ou menor, se assim considerar procedente. O que importa para nós, compositores de trilhas, não é pois ganhar 140 centavos, reais, mil reais ou milhões de reais, mas sim que a justiça seja feita. E fazer justiça, neste caso, é pagar igualmente a música pré-existente ou composta especialmente para um programa, independente de estilo, gênero e, principalmente, da sociedade arrecadadora que administre seus dividendos. Este é o ponto que o ECAD tenta encobrir, fazendo-se de defensor dos oprimidos e tentando nos caracterizar como vilões.

Esta quantia supreendente é proporcional à ganância do próprio ECAD, que estipula valores exorbitantes para quem deve pagar direitos autorais, mas repassa valores ridículos para quem deve receber, ficando com a diferença. Que se faça então uma revisão profunda e ampla de todos esses percentuais praticados pelo ECAD, desconhecidos pela grande maioria dos compositores. Há muito o que ser explicado e é disso que o ECAD se vale: da nossa ignorância sobre o que relmente se passa lá dentro.

O ECAD diz também em seu comunicado que nós queremos ganhar mais no Brasil do que ganhamos fora. Não é verdade. Nosso recebimento do estrangeiro não teve qualquer mudança arbitrária como aconteceu aqui. Esta é mais uma manobra do ECAD para iludir os compositores mais desatentos. Eu, por exemplo, faço parte da SACEM, que me paga da mesma maneira que pagava antes.

Muitos compositores, aliás, decepcionados com a situação da arrecadação no Brasil, acabam optando por filiarem-se a sociedades estrangeiras. Dentre os compositores filiados ao ECAD, há muitos ganhando a soma aviltante de R$ 0,01 por mês! Isso mesmo! Um centavo por mês!!! Diante disso não pode ser admissível, por exemplo, que o ECAD faça generosidade com o bolso alheiro, custeando edições de livros ou fazendo doações filantrópicas. Que pague primeiro os autores que estão à mingua.

A realidade, nua, crua e desafinada

Embora eu tenha apontado em meu artigo alguns pontos nebulosos da gestão do ECAD, já apontados por outros colegas, há, infelizmente, muitos outros, como estes:

Os diretores do órgão premiam-se com percentuais ganhos em soluções de litígios, o que nos faz crer que a ação milionária dos produtores deve estar é estimulando muita gente a conseguir acordos também milionários. Seria esta a razão pela qual existem tantas ações contra o órgão? (http://conjur.estadao.com.br/static/text/18659,1)

Os procedimentos híbridos, de caixa e de competência de suas planilhas e balanços, altamente reprováveis em contabilidade, sugerem auditorias urgentes em suas contas.

As ATAS das assembléias do ECAD não estão disponíveis para seus associados e são registradas em cartório apenas quatro ou cinco meses depois de terem plena eficácia. (http://www.al.ms.gov.br/Default.aspx?Tabid=56&ItemID=15578)

As tentativas de ameaçar e intimidar quem levanta a voz contra o órgão, como acontece agora comigo, são comuns. Isso acabou de acontecer, quando o ECAD tentou calar a imprensa que noticiava a chamada CPI do ECAD no Mato Grosso do Sul, que concluiu seus trabalhos recentemente. (http://www.costaricaweb.com.br/noticia.php?id=4022), (http://www.jornaltribunalivre.com/noticias/index.php?id=1158703370)

Esperamos que ao menos na região centro-oeste do Brasil a pizza não seja tão apreciada quanto aqui no sudeste.

Enfim, caros colegas instrumentistas e compositores, vamos abrir os olhos. O poder econômico do ECAD é enorme e sua capacidade de persuasão também. Eles mantém o poder há muito tempo e não querem largar o osso de jeito nenhum. Procurem se inteirar do que está acontecendo. Procurem se informar sobre o que o MINC pretende fazer para mudar esta situação e, sobretudo, não assistam calados e omissos, como as sociedades minoritárias do ECAD são obrigadas a fazer, à mais esta tentativa de intimidação que o órgão está promovendo.

O ECAD, não se contentando que a justiça analise e decida sobre a briga judicial que tem comigo e com outros compositores, renegando o debate, extrapolou o âmbito judicial e passou para a difamação pública pura e simples. Num momento que tanto se fala de resgate da moral, de ética e de cidadania, façamos valer os nosso direitos. Não deixemos que o ECAD, atrás de seu vidro fumê, nos impeça novamente de enxergar o que se passa lá dentro.

(http://www.i3g.org.br/eventos/2003/ciberetica/materias/conferenciaquestionavalidadedosdireitosautorais.htm)

Não vou me intimidar diante do poderio econômico do ECAD e de seu exército de 80 advogados.Seguirei em frente, mesmo que esta luta seja como a da foto em anexo, um David contra um Golias. Como sabemos, ao final da peleja, David saiu vitorioso. Acredito no empenho do Ministério da Cultura de mudar o panorama atual, pois, pior do que está, não pode ficar.

Já obtive apoios importantes, que levantaram suas vozes contra esta arbitrariedade, típica dos anos nebulosos da ditadura, quando orgãos economicamente poderosos tentavam calar que contra eles se levantava. Conto também com o seu.

Cordialmente,

Tim Rescala

Depoimentos de quem não concorda com esta arbitrariedade

Ivan Lins, cantor e compositor

Essa do ECAD de querer pegar nosso Tim é mais um episódio da falta de liberdade de expressão que certos órgãos, que se acham acima do bem e do mal, que são verdadeiros quartéis da razão e da virtude, armados até os dentes com suas verdades inquestionáveis, com seu departamento de censura, seus porões de pressão e convencimento, como se fossem melhor que quaisquer governos, que são gosados, criticados, em imprensa aberta (como os irmãos Caruso, O Agamenon Pedreira, só pra citar alguns de o Globo, em suas criticas e gosações ao governo federal , parlamento, e intituições mais democráticas...), impõem, e vêm a público, com pompa e circunstancia, processar uma opinião divergente. Posso até não concordar com tudo que o Tim colocou no seu artigo publicado n’O Globo, mas dou a êle todo o direito de colocar sua opinião. Acho extremamente saudável trazer e levantar questões ainda polêmicas e questionáveis nas gestões do direito autoral nesse país.O Tim estã sendo tratado como um subversivo furioso e perigoso, de diabólica influência em toda a classe musical brasileira,um Bin Laden comandando uma imensa e monstruosa rede de fanáticos que querem aniquilar o ECAD. Como dizia aquele deputado mineiro, o José Bonifácio, há 2 décadas atrás: - Que país é esse? Infelizmente, sinto no ar ainda um pouco do aroma pesado de certos maus hábitos dos militares da época da Ditadura. E de algumas pessoas que até lutaram contra ela. É uma pena. Realmente lamentável.

Mas tenho esperança, e que me perdomem as palavras, que essa babaquice desses Senhores "donos da verdade", tenha sido somente um pequeno lapso de arrogância, que está a caminho de ser corrigido e cancelado, em favor de um debate adulto, cristalino (MESMO!), aberto e democrático, como devem fazer os cidadãos honestos e de bem.

Tenho dito,

Ivan Lins

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Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro

O centenário Sindicato dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro expressa sua solidariedade e integral apoio ao músico Tim Rescala, que, num ato de coragem “ousa” questionar as ações do Escritório Central de Direitos – ECAD.

Durante seus cem anos de existência o SindMusi tem esclarecido dúvidas, acolhido requerimentos e registrado queixas sobre as mais variadas questões relacionadas com a nossa atividade profissional. Entre todos, a questão do Direito Autoral é, de longe, o tema que mais suscita dúvidas e insatisfações.

Todos reconhecemos a eficiência do ECAD quando se trata de recolher as taxas referentes aos direitos dos artistas em todo o país. No entanto, quando tentamos tomar conhecimento do(s) processo(s) que regem a distribuição dessa arrecadação, reina a obscuridade, apesar da suposta transparência do(s) mesmo(s) propalada pelo ECAD.

Na maioria dos países a questão do direito autoral é administrada pelo governo, com o que concordamos inteiramente. No Brasil, urge uma intervenção o mais abrangente possível do governo nessa área. Adicionalmente, apoiamos a criação de uma agência ou uma reestruturação do CNDA, para que regulamente, fiscalize e exerça o mais absoluto controle sobre as questões pertinentes ao direito autoral.

A Constituição de nosso País garante a qualquer cidadão o direito de expressar-se livremente, tal como Tim Rescala está fazendo. Por isso mesmo, não merece reprimenda, castigo nem qualquer outra forma de punição ou censura. Ao contrário, Tim Rescala merece nossos parabéns e incentivos, para que continue a praticar a Democracia em sua melhor forma, que é a do livre pensar e expressar-se, desde que respeitando a Lei.

Tim Rescala é um profícuo criador, dono de excelente reputação e ótimo caráter. Sua atividade, que exerce de maneira incasável, gera numerosos empregos para nossa categoria profissional, tão carente de boas condições de trabalho e direitos. Sua posição não reflete um interesse pessoal e sim as dúvidas e anseios de toda a nossa categoria.

Por isso permanecemos firmes, apoiando integralmente o generoso colega Tim Rescala, que, relativamente ao tema de direito autoral, FALA PÓR TODOS NÓS.

Débora Cheyne

Presidente

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Osmar Prado, ator

Meu caríssimo Tim.

Com profunda tristeza tomei ciência da tentativa de desmoralização pelos representantes do ECAD, como resposta ao seu corajoso artigo publicado no Globo. Este artigo levou-me imediatamente a entrar em contato com você, via e-mail, e parabenizá-lo pela ousadia de expor-se em defesa da categoria, frente ao comportamento um tanto "obscuro" adotado pela administração do órgão arrecadador.

Com profunda tristeza minha memória foi registrando recentes acontecimentos, nos quais alguns tive participação direta, como a "Transposição do Rio São Francisco", quando uma voz dissontante levantou-se contra: Frei Leonardo Cappio. Ao ao invés de tentar entender as razões do religioso, o que se viu foi a tentativa covarde, de demoralizá-lo perante a opinião pública, taxando-o de louco e suicida inconsequente.

Assim é com os cartões corporativos. O atual governo deveria abrir suas contas e não criar dossiês, tentanto desviar a atenção, acusando a gestão anterior de improbidade administrativa. Criamse factóides, jogo de empurra-empurra, mas, mostrar a fatura, abrir as contas, nem pensar.

É isso que está acontecendo com você, meu caro Tim. Você não devia meter o bedelho aonde não é chamado. Devia ficar calado com seu dinheirinho, mesmo sub-"traído". Você resolveu encher o saco e a única maneira que eles tinham de desmoralizá-loera "abrir" as contas e mostrar que você é um "ganancioso egoísta megalomaníaco". Por que não o fazem, meu caro Tim ? Medo. O telhado é de vidro. É preciso contra atacar e rápido, antes que algum juiz maluco resolva passar a limpo as contas do ECAD.

Há uma esperança: o episódio da Universidade de Brasília. Os estudantes peitaram o Magnifíco Reitor da lixeira de R$ 990,00. Mesmo expulso, o homem diz que a "verdade" preva-lecerá. Percebeu o grau de loucura que graça no país pelos "privilegiados" do espírito de corpo?

"Eles acham que estão "certos". Alguém com coragem precisa dizer que NÃO.

Receba o meu abraço e o meu apoio na busca da verdade e da transparência.

Osmar Prado

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Roberto Lopes Ferigato.

Musico,Compositor,Produtor fonográfico e Editor

Quero me manifestar a favor do compositor Tim Rescala e acrescentar que o Ecad é alvo de outra ação no tribunal de justiça do Rio de Janeiro, com 25 compositores reivindicando os mesmos direitos. Lutamos contra a injusta redução dos royalties das trilhas sonoras de televisão, que proporcionou um prejuízo incalculável pra nós, que representamos a maior fatia do bolo autoral arrecadado pela instituição. Sofremos constantes ameaças, inclusive de processo criminal, pra nos calar. Vejam se não é uma caixa preta: Negar as atas de assembléias aos titulares, publicar um balanço patrimonial com irregularidades tributarias, fazer acordos unilaterais e manipular planilhas e muito mais. Chegou a hora de prestar contas aos donos do patrimônio, a razão da sua existência.

O Ecad alega sempre caráter privado de sua instituição para evitar qualquer controle público sobre suas decisões, mas alega caráter público para não pagar pelas suas apropriações. Resumindo, eles querem sempre que os compositores paguem a conta.

Nós, compositores, titulares estamos nos unindo e vamos abrir a caixa preta do Ecad.

Roberto Lopes Ferigato.

Maria Teresa Madeira, pianista


Tim Rescala , além de grande músico, pianista, compositor, arranjador, maestro e ator, é uma das pessoas mais justas, corretas e confiáveis que conheço. Nossa amizade e nosso convívio profissional já completam 20 anos, graças a Deus! Meu apoio ao Tim é incondicional. Sua trajetória brilhante no meio musical é prova de seu talento e de seu esforço. Qualquer tentativa de difamação, vinda de qualquer órgão, público ou privado, que tente denegrir a pessoa e a imagem de Tim Rerscala, me parece absurda e totalmente desnecessária.

Tenho muito orgulho de tê-lo como meu amigo e também como meu parceiro em tantos projetos musicais.

Maria Teresa Madeira

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Abaixo vocês encontrarão mais críticas, denúncias e artigos falando do Ecad. Como poderão ver, não estou falando sozinho e também não estou falando nenhuma novidade. O sentimento geral, dentro e fora da classe musical, é de, no mínimo, desconfiança, o que só confirma nossa tese: o ECAD precisa de fiscalização urgentemente!

Compositores acusam ECAD de corrupção

http://www.extremosulam.com.br/news/index.php?id=1163&sess=18

Sobre a CPI que deu em Pizza

(http://terra.com.br/istoe/cultura/140713b.htm)

Sobre uma nova CPI e a alcunha de Caixa-Preta, que não foi criada por mim

(http://www.delcidio.com.br/imprensa/marco05/03032005-correio_estado.htm)

Artistas contestam lei dos direitos autorais

http://conjur.estadao.com.br/static/text/21842,1

ECAD não tem monopólio de cobrança no Brasil

http://conjur.estadao.com.br/static/text/28431,1

Isentos, independentes e vigiados

http://w3.bsa.org/brazil/press/newsreleases/Isentos-independentes-e-vigiados.cfm

A CPI do ECAD

http://www.i3g.org.br/eventos/2003/ciberetica/materias/conferenciaquestionavalidadedosdireitosautorais.htm

Direito autoral e ECAD

http://www.adelisell.com.br/portal/modules/soapbox/article.php?articleID=78

Deputado fala sobre o Ecad

http://www.adelisell.com.br/portal/modules/soapbox/article.php?articleID=78

Sobre o Ecad

http://emersonlinhares.zip.net/arch2007-06-10_2007-06-16.html

Deputado quer investigar o ECAD

http://www.rioparanazao.com.br/politicaint.php?edicao=415&materia=413

Tentativa do Ecad de barrar CPI

http://www.jornaltribunalivre.com/noticias/index.php?id=1158703370

Deputado diz que lei que ampara ECAD precisa ser revista
http://www.conesulnews.com.br/leitura.php?can_id=16&id=15963

Proposta de deputado para mudar lei

http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=93635

+ contra o Ecad

http://www.noticiasdepoa.com.br/modules/news/article.php?storyid=1392

E por aí vai…

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Onde encontrar o VERDAZUL



CD VERDAZUL voce encontra nessas lojas:
Tracks-Baixo Gavea-Rio de Janeiro
e na Modern Sound,Copacabana,Rio de Janeiro

Fnac,Saraiva etc....

em BH:

SCRIPTUM: NA Fernandes Tourinho, 99 (entre contorno e pernambuco)- miolinho da SAVASSI.

em Divinopolis,MG
BOUTIQUEdoLIVRO: av antonio olimpio de morais 487
(37 32218753) ;
CASA AMARELA: AV. 7 de setembro 1248
(37 32222 7861)

http://www.somlivre.com/index.asp?/busca/verdazul

contatos para shows:

jokalovisi@gmail.com

ELETRO FLUMINAS-2001-Brasil


ELETRO FLUMINAS-Manguebeat 2001-Brasil





Lançado em 2001 pelo selo Manguebeat
Voz:Taryn Szpilman
Guitarra:Paulo Rafael
Teclados:Marcio Lomiranda









01 - Balaô (Lomiranda/Paulo Rafael)

02 - Stay Together (Chucho Merchand)
03- Espuma dos Dias (Sonia Bessa/Ana Luiza Cavalcanti)
04-Beware of Darkness (G.Harisson)
05-Ela e Eu (Caetano)
06-Black Dog/Sol e Chuva (J. Page/ Plant/J P Jones)(A.Valença)
07- Loopiando Naná e Jurim (Lomiranda/P.Rafael)

08- A Gente Tá Viajando Por Alguns Dias...E Volta Em Breve (Lomiranda/Taryn)
09-Love Love Love (Lomiranda/Salazar)
10-Mapa de Viagem (Lomiranda/Carlos Careqa)
11-Cavalo do Cão (Paulo Rafael)
12- Nightie Night (Lomiranda/Pat MacDonald)
13- Zappa From Heaven (Lomiranda/Paulo Rafael)14-What The World Needs Now Is Love (Bacharach)



esgotado em formato cd!
só baixando da internet mesmo........ou escreva para:marciolomiranda@gmail.com

um CD pós-Iluminista
Apresse-se, porque, com a crise de energia, este pode ser o último CD eletro-pop-rock do Brasil. E, se o for, será, sem dúvida, um grand finale. Se não, um grande começo, a grande estréia da mais compacta big band do país. Assim, os últimos serão os primeiros, e este, um exemplar pioneiro na techno-discografia autóctone, criado por músicos, no lugar dos habituais DJs.
Eletro Fluminas é um registro definitivo da electric era
e seus prótons, nêutrons e elétrons sonoros, desde seus
primórdios, nos anos 60/70, até este início do século XXI,
no qual ela atinge sua plenitude ao mesmo tempo em que divisa, paradoxalmente, seu crepúsculo.
É como se, do mesmo modo com que nossos antepassados descobriram o fogo, o trio, em meio a uma escuridão que se anuncia, houvesse redescoberto a luz elétrica, puxando brasileiramente um gato, unindo alguns fios desencapados, no interior de uma caverna, num curto-circuito extremamente contemporâneo, em que o primitivo e o tecnológico, o industrial e o artesanal, a vanguarda e a nostalgia, se convergissem num choque cultural harmonioso.
Sim, eles viajam no tempo, por centenas de territórios musicais, litorais auditivos vários, oferecendo ao turista-ouvinte um guia breve da história do pop-rock, reprogramado ou para se auto-destruir após a audição, ou para ser lançado ao espaço sideral, como souvenir de uma civilização que acreditou no progresso, mergulhou na loucura e, nos laboratórios-porões de hoje, fez sua síntese para o amanhã.
Esta experiência logrou amalgamar, por exemplo, Led Zeppelin e Alceu Valença (“Black dog” fundida a “Sol e Chuva”), Naná Vasconcellos batucando com John Bonham num rock-baião progressivo percussivo que cede a vez para o encontro de Naná com Jurim Moreira (“Loopiando Naná e Jurim”) e Leo Gandelman que, por sua vez, imprime seu Oriente Médio muito acima da média num fraseado das Arábias. Para começar a gira, em “Balaô”, é erigido um eletro-templo, onde, na faixa seguinte ("Stay Together"), irá baixar o espírito do Portishead de cabeça para baixo. E, deste modo, vão se incorporando: a trilha de um film noir digital (“Espuma dos dias”); George Harrison revisitado num “Beware of darkness”, que nunca esteve tão adequado quanto nas trevas feéricas de agora; um Caetano andróide-andrógino recebendo uma Dalva de Oliveira com charme replicante (Ela e eu), e daí por diante, a se incluir a presença de um cão cibernético, cujo médium é um cavalo (“Cavalo do Cão”).
O claro-escuro marca sua presença nesta sinfonia barroca, apocalíptica, cosmopolita, numa alucinação lúdica e saudável, através da qual é possível embarcar num delírio
seguro, como a aventura de uma montanha russa ou de
um trem fantasma.
Não é por acaso que uma das faixas se chama “Zappa from Heaven”. Também incorporado ali, o velho monstro Frank só poderia encarnar em sua edição tropical: Márcio Lomiranda, tão seu descendente quanto um similar estrangeiro, Trent Reznor (Nine inch nails). Lomiranda conhece bem o riscado de ser arriscado. Passeia pelo experimentalismo com o desembaraço e a autoridade de quem transitou pelo mainstream sem perder o prumo e o rumo de sua nave. Já pôs hit na boca de Marina Lima (“Nightie night”, recriada no CD), de quem foi tecladista e arranjador, bem como de Alceu, Ney Matogrosso, Cássia Eller, Zélia Duncan, Sandra de Sá, FatFamily, Paula Toller, Leila Pinheiro, Ivan Lins, entre outros, além de produzir trilhas para a TV Globo. Pode, então, Zappear pelos canais de seu equipamento, sem perigo de se tornar hermético. Tinha que vir de Divinópolis, terra de Adélia Prado, este pai de quatro filhos, doidão certinho, como Zappa e a poetisa. Ali, os ETs vivem disfarçados de gente comum.
E o mineiro e seus minérios musicais encontraram
no pernambucano de Caruaru, Paulo Rafael, sua cara metade
xifópaga, numa alquimia de congada e maracatu, centro-oeste
e nordeste com cara de mundo todo. Da linhagem de Jimmy
Page, Jeff Beck e Rori Gallagher, Rafael, antes arcanjo ou arcangaceiro do som e da fúria, converte a harpa em guitarra e viola e lança riffs de Raf, com o mesmo conhecimento de causa do parceiro. Produtor, arranjador e guitarrista de artistas como Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Gal Costa, Lobão, Kleiton e Kledir, Marina e artistas que-tais,
ele pisa o asfalto da própria estrada com a segurança
de quem trilhou sendas, fendas e fenders diversas e diversificadas, entre as quais, a belíssima trilha
sonora do filme “O Baile Perfumado”.
Rock’n roll agreste
hard
que arde. Seu lampião brilha também na banda baiana, Lampirônicos, cujo CD, produzido por ele, conta, em três faixas, com a co-produção de Carlinhos Brown.
A dupla atesta ainda seu faro aguçado na descoberta
de uma das melhores cantoras do Hemisfério Sul:
a jovem, bela, sensual, dramática, luminosa cavernosa,
Taryn Szpilman, herdeira legítima de Nina Hagen,
Marianne Faithful, Nico e demais doces malditas.
Membro da quarta geração de músicos da família Szpilman
e da terceira da família Kalnakoff, Taryn combina
a maldição do Leste Europeu com a brejeirice dos
Trópicos, numa mistura exótica e única, que a permite
percorrer registros vocais inauditos, com interpretações
repletas de nuances e surpresas. Crooner da Rio Jazz Orchestra, regida por seu pai, Marcos Szpilman, vocalista da Rio Sound Machine, a versatilidade de Taryn manifesta-se
e refestela-se no patchwork rítmico da Eletro Fluminas.
Este é, pois, um CD pós-iluminista, engendrado
por uma trinca de ases nas cyber-cavernas do obscurantismo presente, apontando uma lanterna – ou lampião - esperançosa para o futuro. Oportunamente, depois de passar por revisões transgressoras de clássicos do rock’n roll e composições próprias inéditas, ele fecha com a inocência revista de Burt Bacharach, em “What the world needs now is love”. Porém, não se engane. Eletro Fluminas tem blues, techno, pop, afro, bolero... Mas é rock. E rock é rock mesmo.

Mathilda Kóvak




Rútila Máquina-Polygram 1993


Rútila Máquina,1993-Polygram
Faixas:
01-Caldeirão da Bruxa(Paulo Rafael/Marcio Lomiranda/Tonia schubert)
02-Sintético(Marcio Lomiranda)
03-Fim do Túnel(Tonia Schubert/Levindo Carneiro)
04-I Talk To The Wind(McDonald, Sinfield)
05-Passion(Marcio Lomiranda/Paulo Rafael)
06-Magnificat(Marcio Lomiranda)
07-Taxi Love (Tonia Schubert/Levindo Carneiro)
08-Terrivelmente em Paz (Marcio Lomiranda/Orlando Moraes)
09-Acredite ou Não (Lenine)
10-Illusion (marcio Lomiranda)



esgotado sem novas prenssagens nos formatos: cd,vinil e cassete......

Voz:Tonia Schubert
Guitarra:Paulo Rafael
Teclados:Marcio Lomiranda
produzido por:Rútila Máquina
Produção executiva:Guto Graça mello
gravado no Estudio Ninho da Aguia,RJ
mixado por:Moogie Canazio,Castle Oaks Studios,LA


só baixando mesmo..........

cd Rutila Maquina pra baixar

http://eletrofluminas.multiply.com/music

ou http://www.badongo.com/file/9214968



fotos:Levindo Carneiro






Bula do Autor para uma boa audição do cd Verdazul


Basicão:

Verdazul em mp3 quebra um galho mas é um lixo em termos sonoros….muitos detalhes interessantes da mixagem se perdem na compressão digital.Mas dá pra viajar se a pessoa tiver bons headphones e que tenham bons graves e um bom nivel de volume…
O melhor formato fora o original que pode ser ouvido no meu estudio Eletro Fluminas
(Marcando hora e tomando um chá ou um café) é o cd mesmo.Aconselho ouvi-lo com headphones se voce
não tiver boas caixas.
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1-Vamos á Praia

Eu detesto praia!Detesto areia grudando no corpo,poluição,gente bêbada e feia enchendo o saco,criançada gritando….!Nao tem cadeira de praia que suporte meu peso... etc,,,,,Gosto do mar de longe.
Nada é mais lindo do que a visão do encontro do céu com o mar ao longe.Nada nos dá tanta noção de nossa insignificancia e estupidez diante do universo do que essa visão maravilhosa e hipnótica,bem Verdazul.
Dediquei essa faixa ao meu filho mais novo,Marcio Neto pois foi a pedido dele que me esforcei pela ultima vez para ir ao mar com filhos pequenos…..
E quando ele ouviu essa musica mixada senti que ele gostou muito.Aliás ele me disse que sempre foi a predileta dele.
O cavaquinho eu toquei pra dar um ar bem bem farofeiro e animadinho.....





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2-Asteróide 38
34 (para Zappa)

uma homenagem (não ainda a altura do que ele merece)a um de meus maiores mentores.
Os outros são Hermeto,Gismonti ,Debussy ,Beethoven ,Kraftwerk,Pink Floyd,Keith Emerson e ZZ Top.
A percussão é programada com clara inspiração ao ambiente de "Jazz From Hell".
As marimbas (tipicas da musica do mestre) infelizmente tiveram que ser eletrônicas e a grande estrela desta faixa é George de Oliveira e seu sax alto inacreditável e abençoado!Na foto abaixo.....
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Asteroid ZAPPA,Minor planet number 3834 has been named in honor of innovative rock musician Frank Zappa.
The citation announcing the naming appeared on Minor Planet Circular 23792 (issued on 1994 July 22), from which the following is extracted with permission:
(3834) Zappafrank = 1980 JE                                                     
     Discovered 1980 May 11 by L. Brozek at Klet.                          
Named in memory of Frank Zappa ), rock musician and
composer of innovative contemporary symphonic, chamber and electronic
music.  Zappa was an eclectic, self-trained artist and composer with
incredible energy and a biting wit, and his music transcends the usual
music barriers.  Before 1989 he was regarded as a symbol of democracy
and freedom by many people in Czechoslovakia. 

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3-Um Pouco de Ar
musica para momentos de sufoco absoluto.
Serve tambem como hino contido de protesto contra os males irreversíveis cometidos por nos no planeta Terra.
Boa tambem para engarrafamentos e para pacientes em estado terminal........

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4-Mr.Rabbit
''Alice estava começando a ficar muito cansada de estar sentada ao lado de sua irmã e não ter nada para fazer: uma vez ou duas ela dava uma olhadinha no livro que a irmã lia, mas não havia figuras ou diálogos nele e “para que serve um livro”, pensou Alice, “sem figuras nem diálogos?”
Então, ela pensava consigo mesma (tão bem quanto
era possível naquele dia quente que a deixava sonolenta e estúpida) se o prazer de fazer um colar de margaridas era mais forte do que o esforço de ter de levantar e colher as margaridas, quando subitamente um Coelho Branco com olhos cor-de-rosa passou correndo perto dela.
Não havia nada de muito especial nisso, também Alice não achou muito fora do normal ouvir o Coelho dizer para si mesmo “Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!” (quando ela pensou nisso depois, ocorreu-lhe que deveria ter achado estranho, mas na hora tudo parecia muito natural); mas, quando o Coelho tirou um relógio do bolso do colete, e olhou para ele, apressando-se a seguir, Alice pôs-se em pé e lhe passou a idéia pela mente como um relâmpago, que ela nunca vira antes um coelho com um bolso no colete e menos ainda com um relógio para tirar dele. Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atrás dele, a tempo de vê-lo saltar para
dentro de uma grande toca de coelho embaixo da cerca.
No mesmo instante, Alice entrou atrás dele, sem pensar como faria para sair dali.
A toca do coelho dava diretamente em um túnel, e então aprofundava-se repentinamente. Tão repentinamente que Alice não teve um momento sequer para pensar antes de já se encontrar caindo no que parecia ser bastante fundo....
(Lewis Carrol)
tempos modernos:
a jovem solitária na tarde quente larga o livro entediada,abre o lap top e com seu cartão de credito na mão vai em busca de seu coelhinho digitando "therabbitvibrator"!


a baixista e "bobfilha"Sônia Bessa deixou suas digitais nessa gravação.
Taryn Szpilman
emprestou sua linda voz para "Alice"...
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5-Drink Me,Eat Me
''Vejam só, tantas coisas estranhas
tinham acontecido ultimamente que Alice começara a pensar que muito poucas coisas eram na verdade realmente impossíveis.
Não havia muito sentido em ficar esperando ao lado da portinha e então Alice voltou em direção à mesa, com esperança de poder encontrar outra chave sobre ela ou, quem sabe, um livro de regras para ensinar as pessoas a encolherem como telescópios: desta vez ela encontrou uma pequena garrafa sobre ela (“que certamente não estava sobre aqui antes”, disse Alice) e amarrada ao redor do gargalo estava uma etiqueta com as palavras “BEBA-ME” lindamente impressa em palavras grandes.
Tudo bem dizer “BEBA-ME”, mas a sábia Alice não ia fazer aquilo apressadamente. “Não, eu vou olhar primeiro”, disse ela, “e ver se está marcado veneno ou não”; Alice já lera muitas lindas histórias sobre criancinhas queimadas ou engolidas por feras selvagens e outras coisas desagradáveis, tudo porque não tinham lembrado das regras simples que seus amigos falavam para elas. Por exemplo: um atiçador de lareira pode queimá-lo se você segurar por muito tempo, ou, se você cortar seu dedo muito fundo com uma faca, geralmente sangra; e ela nunca esquecera aquela: se você beber de uma garrafa que diz “veneno” é quase certo que isso irá prejudicá-lo, cedo ou tarde.
Entretanto, esta garrafa não tinha gravado “veneno”, daí,Alice aventurou-se a experimentá-la e, achando o sabor muito gostoso (o conteúdo tinha, de fato, um tipo de mistura de torta de cereja, creme de ovos, leite e açúcar, abacaxi, peru assado, toffy e torradas quentes), ela bem rápido acabou com ele.
“Que sensação estranha”, disse Alice. “Eu devo estar encolhendo como um telescópio!”
E daí era fato, ela estava agora com apenas 25 centímetros de altura, e seu rosto resplandeceu ao pensar que aquele era o tamanho exato para atavessar a portinha em direção ao adorável jardim. Primeiro, entretanto, ela esperou alguns minutos para ver se ainda iria encolher: ela sentiu-se um pouco nervosa em relação ao fato “porque isso pode resultar, você sabe”, disse Alice para si mesma, “em eu sumir como uma vela”. A menina ficou pensando como seria, tentando imaginar como a chama de uma vela se
parece depois que a vela acaba e ela não conseguiu lembrar de ter visto alguma vez algo assim.
Afinal, achando que nada mais aconteceria, ela decidiu-se a entrar no jardim, mas, pobre Alice! quando ela chegou na porta, lembrou-se que tinha esquecido a pequena chave dourada, e quando voltou até à mesa, percebeu que não era possível pegá-la: Alice podia avistá-la através do vidro e tentou o máximo possível para escalar uma das pernas da mesa, mas era muito escorregadia; e quando desistiu, a pobrezinha sentou-se e chorou.
“Vamos, não há razão para chorar assim”,disse Alice. “Eu lhe aconselho deixar isso pra lá neste minuto.” Normalmente ela se dava bons conselhos (embora raramente os seguisse) e às vezes repreendia-se tão severamente que chegava a ficar com lágrimas nos olhos, e uma vez ainda lembrava-se de ter tentado boxear suas próprias orelhas por ter trapaceado consigo mesma em um jogo de críquete que jogava com ela mesma, pois essa curiosa criança gostava de fingir ser duas pessoas.
“Mas não adianta agora”, pensou a pobre Alice, “querer serduas pessoas! Porque é suficientemente difícil para mim ser uma pessoa respeitável.”
Logo seu olho caiu sobre uma pequena caixa de vidro que jazia sob a mesa: ela abriu-a e encontrou um pequeno bolo, no qual a palavra “COMA-ME” era lindamente inscrito. “Bem, eu vou comê-lo”, pensou Alice, “e se isso me fizer crescer eu posso pegar a chave; se ele me tornar muito pequena eu passo por baixo da porta. Então, de qualquer maneira, eu vou para o jardim e não me importa o que acontecer!”(Lewis Carrol)

Taryn Szpilman mais uma vez gravou as vozes da "Alice".
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6-Virgulino
Alceu,Paulo Rafael,Zé da Flauta e Carlos Fernando,pernambucanos ''da gôta serena'' me apresentaram esse''cabra'' que foi muito mais do que um simples bandido.....
Leia este Cordel genial
de José Pacheco:
A Chegada de Lampião no Inferno
Um cabra de Lampião
por nome Pilão Deitado
que morreu numa trincheira
um certo tempo passado
agora pelo sertão

anda correndo visão
fazendo malassombrado.
E foi quem trouxe a notícia
que viu Lampião chegar
o inferno nesse dia

faltou pouco pra virar
incendiou-se o mercado
morreu tanto cão queimado
que faz pena até contar
Morreram a mãe Conguinha
o pai Forrobodó
cem netos de Parafuso

um cão chamado Cotó
escapuliu Boca Ensoça
e uma moleca moça
quase queimava o totó
Morreram cem negros velhos
que não trabalhavam mais
um cão chamado Traz Cá

Vira-Volta e Capataz
Tromba Suja e Bigodeira
um cão chamado Goteira

cunhado de satanás.
Vamos tratar na chegada
quando Lampião bateu
um moleque ainda moço
no portão apareceu:
Quem é você, cavalheiro?
Moleque, eu sou cangaceiro:

Lampião lhe respondeu.
- Moleque, não; sou vigia

e não sou seu parceiro
e você aqui não entra
sem dizer quem é o primeiro:
- Moleque, abra o portão

saiba que sou Lampião
assombro do mundo inteiro.

Então esse tal vigia
que trabalha no portão
dá pisa que voa cinza
não procura distinção

o negro, escreveu não leu
o macaiba comeu
ali não se usa perdão.
O vigia disse assim:
fique fora que eu entro
vou conversar com o chefe

no gabinete do centro
por certo ele não lhe quer
mas conforme o que disser
eu levo o senhor pra dentro.

Lampião disse: vá logo
quem conversa perde hora

vá depressa e volte já
eu quero pouca demora
se não me derem ingresso

eu viro tudo asavesso
toco fogo e vou embora.
O vigia foi e disse
e satanás no salão:
saiba a vossa senhoria

que aí chegou Lampião
dizendo que quer entrar
e eu vim lhe perguntar
se dou-lhe ingresso ou não.

- Não senhor, satanás disse
vá dizer que vá embora

só me chega gente ruim
eu ando muito caipora!

eu já estou com vontade
de botar mais da metade
dos que tem aqui pra fora.

- Lampião é um bandido
ladrão da honestidade
só vem desmoralizar
a nossa propriedade

e eu não vou procurar
sarna pra me coçar
sem haver necessidade.

Disse o vigia: patrão
a coisa vai arruinar
eu sei que ele se dana
qunado não puder entrar

satanás disse: isso é nada
convide aí a negrada

e leve os que precisar
- Leve cem dúzias de negros
entre homem e mulher
vá lá na loja de ferragem

tire as armas que quiser
é bom avisar também
pra vir os negros que tem
mais compadre de lucifer

E reuniu-se a negrada
primeiro chegou Fuchico
com o bacamarte velho
gritando por Cão de Bico
que trouxesse o Pau de Prensa
e fosse chamar Tangença

em casa de Maçarico.
E depois chegou Cambota
endireitando o boné

Formigueiro e Trupe-Zupe
e o crioulo Quelé

chegou Caé e Pacáia
Rabisca e Cordão de Saia

e foram chamar Bazé.
Veio uma diaba moça
com a calçola de meia
puxou a vara da cerca
dizendo: a coisa está feia

hoje o negócio se dana!
E gritou: êta baiana

agora a ripa vadeia!
E saiu a tropa armada
em direção do terreiro

com faca, pistola e facão
cravinote e granadeiro
uma negra também vinha
com a trempe da cozinha

e o pau de bater tempero.
Quando Lampião deu fé
da tropa negra encostada
disse: só na Abissínia
oh! tropa preta danada!

o chefe do batalhão
gritou de arma na mão;
- Toca-lhe fogo, negrada!

Nessa voz ouviu-se tiros

que só pipoca no caco
Lampião pulava tanto
que parecia um macaco
tinha um negro neste meio

que durante o tiroteio
brigou tomando tabaco.
Acabou-se o tiroteio
por falta de munição
mas o cacête batia

negro rolava no chão

pau e pedra que achavam
era o que as mãos pegavam

sacudiam em Lampião.
- Chega traz um armamento!
(assim gritava o vigia)

traz a pá de mexer doce
lasca os ganchos de caria
traz um bilro de Macau
corre, vai buscar um pau

na cêrca da padaria!
Lucifer mais satanás
vieram olhar do terraço
todos contra Lampião
de cacête, faca e braço

o comandante no grito
dizia: briga bonito

negrada, chega-lhe o aço!
Lampião pôde apanhar
uma caveira de boi
sacudiu na testa dum

ele só fez dizer: oi!...
Ainda correu dez braças
e caiu enchendo as calças
mas eu não sei dizer o que foi.
Estava travada a luta
duma hora fazia

a poeira cobria tudo
negro embolava e gemia
porém Lampião ferido

ainda não tinha sido
devido a grande energia.

Lampião pegou um seixo
e rebolou-o num cão
mos o que; arrebentou
a vidraça do oitão

saiu fogo azulado
incendiou o mercado
e o armazém de algodão.
Satanás com esse incêndio
tocou no búzio chamando
corretam todos os negros

que se achavam brigando
Lampião pegou a olhar
não vendo com quem brigar
também foi se retirando.
Houve grande prejuízo
no inferno nesse dia
queimou-se todo dinheiro
que satanás possuia
queimou-se o livro de pontos

perdeu-se vinte mil contos

somente em mercadoria.
Reclamava Lucifer:
horror mais não precisa
os anos ruins de safra
agora mais esta pisa

se não houver bom inverno
tão cedo aqui no inferno
ninguém compra uma camisa.
Leitores, vou terminar
tratando de Lampião
muito embora que não possa

vou dar a explicação
no
inferno não ficou
no céu também não entrou
por certo está no sertão.

Quem dúvida desta história
pensar que não foi assim
querer zombar do meu sério
não acreditando em mim

vá comprar papel
moderno
escreva para o
inferno
mande saber de Caim.


Paulo Rafael meu parceiro e irmão viajou nessa faixa tocando viola fretless,viola e bandolim .
tive o prazer de colaborar com ele tambem na trilha incidental do filme "Baile Perfumado"




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7-Cogumelos Vermelhos
a música que mais se aproxima do dito "eletrônico tradicional".
Com cara de final de anos 70,usei timbragens que misturam sons sintéticos clássicos com s instrumentos acusticos(piano,oboé e flauta)
Duendes,fadas,florestas encantadas fazem parte deste cenário....

Reproduzo aqui algo interessante a respeito:
Amanita Muscaria
Existe na Sibéria uma planta de poder poderosa chamada Amanita muscária, um cogumelo vermelho com manchas brancas. É o sacramento de seus trabalhos espirituais.
A Amanita muscária é um cogumelo enteógeno, que proporciona visões e intro-visões de profundo significado. Alguns pesquisadores acreditam
que ele é o soma, dos Vedas (a mais antiga literatura sagrada da humanidade). Soma era mais do que uma planta, e seu sumo expressa um deus. Sugere-se o deus Agni, deus do fogo. O soma é simbolizado pelo touro, o símbolo do rig veda (hino aos deuses) da força.
A Amanita muscária contém elementos que permanecem intactos em sua passagem pelo organismo, por isso os xamãs siberianos guardavam e consumiam a própria urina para ser bebida no inverno, quando não havia o cogumelo.
Nas biografias legendárias de alguns adeptos do budismo, há alguns indícios que podem ser interpretados para revelar que eles consumiam o cogumelo Amanita muscaria para conseguir a iluminação.
Eles mantinham o voto de manter o segredo dessas práticas, tanto que sua identidade foi escondida atrás de um jogo de símbolos.

O cogumelo sagrado Amanita Muscaria, segundo alguns pesquisadores, é o mesmo citado por Lewis Carroll em "Alice no
País das Maravilhas
".
Relata-se também efeitos analgésicos significativos, para curar males da garganta, feridas cancerígenas, artrites.
A amanita contém os princípios ativos muscazon,á
cido ibotênico, muscimelk e bufoteína. Os efeitos começam entre 20 e 30 minutos após a
ingestão e duram de 6 a 8 horas.
Geralmente, o usuário experimenta visões semelhantes aos sonhos.

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8-Chá Maluco

foi super divertida a criação desta musica!
participaram
nos vocais do Chapeleiro Louco e da Lebre Maluca junto comigo e o vocoder meus filhos Ricardo e Pedro .


Um chá maluco

Havia uma mesa arrumada embaixo de uma árvore, em frente à casa, e a Lebre de Março e o Chapeleiro estavam tomando chá; um Leirão estava sentado entre os dois, dormindo profundamente, e os outros dois usavam como almofada, descansando sobre ele e conversando sobre sua cabeça. “Muito desconfortável para o Leirão”, pensou Alice, “mas já que ele está dormindo, acho que não se importa.”
A mesa era bem grande, mas os três amontoavam-se num canto. “Não tem lugar! Não tem lugar!”, eles gritaram ao ver Alice chegando. “Tem muito lugar!”, disse Alice com indignação, e sentou-se em uma grande poltrona numa das cabeceiras da mesa.
“Tome um pouco de vinho”, a Lebre de Março ofereceu em um tom encorajador.
Alice olhou ao redor por sobre a mesa e não havia nada senão chá.
“Eu não vejo nenhum vinho”, ela observou.
“Não tem nenhum mesmo”, retrucou a Lebre de Março.
“Então não é muito educado de sua parte oferecer”, respondeu Alice com raiva.
“E não é muito educado de sua parte sentar-se sem ser convidada”, disse a Lebre de Março.
“Eu não sabia que era sua mesa”, insistiu Alice, “ela está arrumada para muito mais que três convidados.”
“Seu cabelo está precisando ser cortado”, disse o Chapeleiro. Ele estivera olhando para Alice por algum tempo com grande curiosidade e esta fora sua primeira intervenção.
“Você deveria aprender a não fazer esse tipo de comentário pessoal”, Alice retrucou com severidade. “Isso é muito grosseiro.”
O Chapeleiro arregalou os olhos ao ouvir isso, mas, tudo que ele disse foi: “Por que um corvo se parece com uma escrivaninha?”
“Legal, vamos ter diversão agora!”, pensou Alice. “Fico feliz que ele tenha começado a propor charadas — acho que posso adivinhar essa”, ela completou em voz alta.
“Você acha que pode encontrar a resposta dessa?” perguntou a Lebre de Março.
“Exatamente”, respondeu Alice.
“Então você pode dizer o que acha”, a Lebre de Março continuou.
“E vou”, Alice replicou rapidamente, “pelo menos — pelo menos, eu acho o que digo — o que é a mesma coisa, você sabe.”
“Não é a mesma coisa nem um pouco!”, disse o Chapeleiro. “Senão você também poderia dizer”, completou a Lebre de Março, “que ‘Eu gosto daquilo que tenho’ é a mesma coisa que ‘Eu tenho aquilo que gosto.’”
“Seria o mesmo que dizer”, interrompeu o Leirão, que parecia estar falando enquanto dormia, “que ‘Eu respiro enquanto durmo’ é a mesma coisa que ‘Eu durmo enquanto respiro!’”
“Isso é a mesma coisa para você”, disse o Chapeleiro, e nesse ponto a conversa parou e a reunião ficou em silêncio por um minuto.
Enquanto isso Alice tentava lembrar tudo que ela sabia sobre corvos e escrivaninhas, que não era muito.
O Chapeleiro foi o primeiro a quebrar o silêncio. “Que dia do mês é hoje?”, perguntou, virando-se para Alice: ele tinha tirado seu relógio do bolso e olhava para ele ansiosamente, chacoalhando-o de vez em quando e levantando-o no ar.
Alice pensou um pouco e então falou: “É dia quatro.”
“Dois dias errado”, suspirou o Chapeleiro. “Eu falei pra você que a manteiga não ia adiantar nada”, ele completou, olhando raivosamente para a Lebre de Março.
“Era a melhor manteiga”, a Lebre de Março replicou mansamente.
“Sim, mas algumas migalhas devem ter caído”, o Chapeleiro rosnou. “Você não deveria ter passado com uma faca de pão.”
A Lebre de Março apanhou o relógio e olhou para ele melancolicamente; então afundou-o na sua xícara de chá, e olhou novamente para ele: mas parecia que não encontrava nada melhor para dizer que o que já dissera: “Era a melhor manteiga, você sabe.”
Alice estivera olhando por cima dos ombros com curiosidade. “Que relógio engraçado!”, ela observou.
“Ele diz o dia do mês e não diz a hora!”
“Porque deveria?”, resmungou o Chapeleiro. “Por acaso o seu relógio diz o ano que é?”
“É claro que não”, Alice replicou rapidamente, “mas é porque o ano permanece por muito tempo o mesmo.”
“Este é exatamente o caso do meu”, disse o Chapeleiro.
Alice sentiu-se terrivelmente perturbada. O comentário do Chapeleiro parecia para a menina completamente sem sentido, e aindaassim era inglês. “Eu não estou entendendo nada”, ela disse, o mais educadamente que pôde.
“O Leirão está dormindo novamente”, disse o Chapeleiro, e despejou um pouco de chá quente sobre seu nariz.
O Leirão balançou a cabeça impacientemente e disse, sem abrir os olhos: “É claro, é claro, é justamente o que eu ia dizer.”
“Você já adivinhou a charada?”, perguntou o Chapeleiro, virando-se novamente para Alice.
“Não, eu desisto”, Alice respondeu. “Qual é a solução?”
“Eu não tenho a mínima idéia”, disse o Chapeleiro.
“Nem eu”, disse a Lebre de Março.
Alice suspirou enfastiadamente. “Eu acho que você deveria fazer coisa melhor com seu tempo”, ela disse, “ao invés de gastá-lo com charadas que não têm resposta.”
“Se você conhecesse o Tempo tão bem quanto eu conheço”, o Chapeleiro falou, “não falaria em gastá-lo como se fosse uma coisa. Ele é uma pessoa.”
“Eu não sei o que você está dizendo”, disse Alice.
“Claro que não!”, o Chapeleiro disse, sacudindo a cabeça desdenhosamente. “É muito provável que você nunca tenha falado com o Tempo!”
“Talvez não”, Alice replicou cautelosamente, “mas eu sei que tenho que marcar o tempo quando aprendo música.”
“Ah! Isso explica”, concluiu o Chapeleiro. “Ele não vai ficar marcando compasso para você. Agora, se você ficar numa boa com ele, poderá fazer o que quiser com o relógio. Por exemplo, suponha que são nove horas da manhã, bem a hora de começar a fazer as lições de casa, você apenas tem que insinuar no ouvido do Tempo e o ponteiro dá uma virada num piscar de olhos! Uma e meia, hora do almoço!”
(“Eu queria que fosse”, a Lebre de Março disse para si mesma num sussurro.)
“Isso seria ótimo, com certeza”, disse Alice pensativamente; “mas então...eu poderia ainda não estar com fome, você sabe.”
“A princípio não, talvez”, retomou o Chapeleiro, “mas você poderia ficar na uma e meia da tarde tanto tempo quanto você quisesse.”
“É assim que você faz?”, perguntou Alice.
O Chapeleiro balançou a cabeça com ar de lamento. “Eu não”, ele replicou. “Eu e o Tempo tivemos uma disputa março passado...um pouco antes dela enlouquecer, você sabe...” (apontando a Lebre de Março com a colher de chá) “...foi no grande concerto dado pela Rainha de Copas e eu tinha que cantar
Pisca, pisca, pequeno
morcego!
Como eu queria saber onde você está!
“Você conhece a canção, por acaso?”
“Já ouvi alguma coisa parecida”, disse Alice.
“Ela continua, você sabe”, o Chapeleiro prosseguiu, “dessa maneira:
Muito acima do mundo você voa,
Parece uma bandeja de chá no céu,
Pisca, pisca...”
Nesse instante o Leirão estremeceu e começou a cantar dormindo “Pisca, pisca, pisca, pisca...” e continuou repetindo tantas vezes a palavras que tiveram que lhe dar um beliscão para que ele parasse.
“Bem eu mal tinha acabado de cantar o primeiro verso”, disse o Chapeleiro, “quando a Rainha berrou ‘Ele está matando o tempo! Cortem-lhe a cabeça!’”
“Que selvageria”, exclamou Alice.
“E desde então”, o Chapeleiro continuou num tom de lamento, “ele não faz nada do que eu peço! É sempre seis da tarde agora!”
Uma idéia brilhante veio à mente de Alice. “Esta é a razão de tantas coisas para o chá colocadas na mesa?” ela perguntou.
“É, é isso”, respondeu o Chapeleiro com um suspiro, “é sempre hora do chá, e nós não temos tempo de lavar as coisas entre um chá e outro.”
“Então vocês ficam rodando em volta da mesa, não é?”, disse Alice.
“Exatamente”, disse o Chapeleiro, “à medida que as coisas vão ficando sujas.”
“Mas o que acontece quando vocês chegam ao início outra vez?”, Alice aventurou-se a perguntar.
“Eu proponho que mudemos de assunto”, a Lebre de Março interrompeu, bocejando. “Estou ficando cansada disso. Eu voto para que a jovem senhorita conte-nos uma história.”
“Eu temo que não conheço nenhuma”, disse Alice, um pouco alarmada com a proposta.
“Então o Leirão contará!”, os outros dois gritaram.“Acorde, Leirão!” E beliscaram-no dos dois lados.
O Leirão abriu os olhos lentamente. “Eu não estava dormindo”, ele falou numa voz rouca, fraquinha, “eu ouvi cada palavra que meus amigos falavam.”
“Conte-nos uma história!”, disse a Lebre de Março.
“Sim, por favor!”, implorou Alice.
“E seja rápido”, completou o Chapeleiro, “ou você poderá dormir novamente antes de acabar.”
“Era uma vez três irmãzinhas”, ele começou apressadamente, “e seus nomes eram Elsie, Lacie e Tillie, e elas viviam no fundo de um poço...”
“E o que elas comiam?”, perguntou Alice, que sempre se interessava pelas questões sobre comida e bebida.
“Elas comiam melado”, respondeu o Leirão, depois de pensar por um minuto ou dois.
“Elas não poderiam viver só de melado, você sabe”, Alice observou gentilmente. “Elas ficariam doentes.”
“E ficaram”, disse o Leirão, “muito doentes.”
Alice tentou um pouquinho imaginar quão extraordinário seria este modo de vida, mas ficou muito confusa e assim, continuou: “Mas porque elas viviam no fundo de um poço?”
“Tome mais um pouco de chá”, ofereceu a Lebre de Março para Alice, com um ar sério.
“Mas eu ainda não tomei nada”, replicou Alice em um tom ofendido, “portanto eu não posso tomar mais.”
“Você quer dizer que não pode tomar menos”, disse o Chapeleiro, “é mais fácil tomar mais do que nada.”
“Ninguém perguntou sua opinião”, disse Alice.
“Quem está fazendo observações pessoais agora?”,o Chapeleiro perguntou triunfalmente.
Alice não tinha o que responder no momento, daí, aproveitou para tomar um pouco de chá com torradas. Virou-se então para o Leirão e repetiu sua pergunta: “Porque elas viviam no fundo de um poço?”
Mais uma vez o Leirão demorou um minuto ou dois para responder e então disse: “Era um poço de melado.”
“Isso não existe!”, Alice estava ficando muito brava, mas o Chapeleiro e a Lebre de Março começaram a fazer psiu e o Leirão com um ar amuado observou: “Se você não consegue se comportar civilizadamente, é melhor que acabe a história por conta própria.”
“Não, por favor, continue!”, disse Alice humildemente. “Eu não vou mais interromper. É muito provável que existe mesmo um poço assim.”
“Um, certamente!”, retomou o Leirão indignadamente. Entretanto, ele continuou. “Bem, daí as três irmãzinhas...elas estavam aprendendo a extrair, sabe...”
“O que elas extraíam?”, perguntou Alice, já esquecendo da promessa.
“Melado”, respondeu o Leirão, sem levar em conta a quebra da promessa, dessa vez.
“Eu quero uma xícara limpa”, interrompeu o Chapeleiro, “vamos mudar de lugar.”
Ele avançou um lugar enquanto falava, e o Leirão o seguiu, a Lebre de Março ficou no seu lugar e Alice com má vontade ficou com o lugar da Lebre de Março. O Chapeleiro foi o único que ficou com a xícara limpa e Alice ficou em um lugar bem pior do que estava antes, pois a Lebre de Março tinha acabado de derramar leite no prato.
Alice não queria ofender o Leirão novamente, por isso começou a falar com cautela:
“Mas eu não entendi. De onde elas extraíam o melado?”
“Você pode extrair água de um poço de água”, disse o Chapeleiro, “portanto eu acho que pode extrair melado de um poço de melado, não é, imbecil?”
“Mas elas estavam dentro do poço”, Alice disse para o Leirão, como se não tivesse ouvido o último comentário.
“É claro que estavam”, respondeu o Leirão, “bem no fundo”.
Esta resposta confundiu de tal forma a pobre Alice, que ela deixou o Leirão prosseguir por algum tempo sem interrompê-lo.
“Elas estavam aprendendo a extrair”, continuou o Leirão, bocejando e esfregando os olhos, pois estava ficando com muito sono, “e elas extraíam todo tipo de coisas...tudo o que começava com M...”
“Por que com M?”, disse Alice.
“Por que não?” respondeu a Lebre de Março.
Alice ficou em silêncio.
O Leirão aproveitou para fechar os olhos e já estava começando a cochilar, mas, ao ser beliscado pelo Chapeleiro, acordou novamente com um gritinho e continuou, “...que começava com M, como mouse-traps (ratoeira) e moon (lua) e memory (memória, lembranças) e muchness (advérbio de intensidade)... você sabe, quando você diz que as coisas são um monte de muitão... você já pensou nisso como um extração de muitão?”
“Realmente, agora que você me pergunta”, disse Alice, bem confusa, “eu acho que não...”
“Então você não deveria falar nada”, disse o Chapeleiro.
Esse tipo de grosseria era mais do que Alice conseguia suportar: ela levantou-se muito brava e foi saindo. O Leirão caiu no sono imediatamente e nenhum dos outros dois deu a mínima para sua saída, embora ela tenha olhado para trás uma ou duas vezes, meio que querendo que eles a chamassem. A última vez que Alice os avistou eles estavam tentando enfiar o Leirão dentro do bule de chá.

“Eu não volto lá de jeito nenhum!”, disse Alice, enquanto abria caminho em direção à floresta. “Foi o mais estúpido chá do qual participei em toda minha vida!”
Ao dizer isso ela percebeu que uma das árvores tinha uma porta que dava para seu interior. “Que curioso!”, ela pensou. “Mas tudo está tão curioso hoje. Eu acho que posso muito bem entrar nessa árvore.” E entrou.
Uma vez mais ela encontrou-se naquela sala comprida e com a pequena mesa de vidro. “Desta vez já sei como fazer”, ela disse para si mesma, e começou por apanhar a pequena chave dourada, depois abriu a porta que dava para o jardim. Só então ela começou a mordiscar o cogumelo (que ela mantivera em seu bolso) até que estivesse com mais ou menos 30 centímetros de altura: daí ela atravess
ou a pequena passagem e então... ela estava em um lindo jardim entre canteiros de flores resplandecentes e fontes de água fresca
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9-SALMO

trilha sonora para a viagem da alma de minha mãe para outra dimensão.
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10-Só Dói de Um Lado

Catarse sonora,resultada de uma grande dor, de um longo e inevitável sofrimento.Um buraco na alma.
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11-VENUSIANA
Tributo descarado ao Pink Floyd...!
O guitarrista Nuno Mindelis "descascou" as guitarras e abençoou essa homenagem.
Um ser feminino de Venus emite sinais que são captados por mim aqui na Terra......
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12-A Lagarta
Mais uma referência a ''Alice".

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13-Ponte para Kling Klang

imaginei uma ponte musical sendo construida de Olinda,partindo do Alto da Sé até Dusseldorf,e fosse dar bem dentro do estudio do Kraftwerk em Dusseldorf.








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14-Cortem-lhe a Cabeça!!!(mais "Alice")
quem nunca perdeu a sua?



Ana Bolena perdeu a dela....




Timothy Leary pediu que congelassem a dele........



Uma grande roseira imperava na entrada do jardim: as rosas que nela cresciam eram brancas, mas havia três jardineiros que se ocupavam em pintá-las de vermelho. Alice achou que aquilo era uma coisa estranha e aproximou-se para ver melhor. Justamente na hora que chegou perto deles, ouviu um dos jardineiros dizer:
"Cuidado, Cinco! Não jogue tinta em mim!"
"Eu não tive culpa", disse o Cinco em um tom aborrecido. "O Sete empurrou meu cotovelo."
Nisso o Sete olhou para cima e retrucou:
" Muito bem, Cinco! Sempre colocando a culpa nos outros!"
"É melhor você não falar nada!", disse o Cinco. "Ontem mesmo eu ouvi a Rainha dizer que você merecia ser decapitado!"
"Por quê?", disse aquele que tinha falado primeiro.
"Não é de sua conta, Dois!", disse o Sete.
É sim, é da conta dele!", disse o Cinco. "E eu vou dizer pra ele... é porque você levou raízes de tulipa ao invés de cebolas para a cozinheira."
O Sete jogou o pincel fora, e estava começando a falar "Bem, de todas as injustiças...", quando seus olhos caíram sobre Alice, que os estava observando. Ele calou-se subitamente: os outros olharam ao redor e todos curvaram-se em respeitosa reverência.
"Vocês poderiam dizer-me, por favor", disse Alice , um pouco timidamente, "por que estão pintando estas rosas?"
O Cinco e o Sete não disseram nada, mas olharam para o Dois. O Dois começou, em um tom baixo:
" Porque, de fato, você vê, Senhorita, esta deveria ser uma roseira vermelha, e nós plantamos uma roseira branca por engano, e, se a Rainha descobrir, nós todos seremos decapitados, sabe. Portanto, você vê, Senhorita, estamos fazendo o melhor possível, antes que ela chegue para..."
Neste exato momento, o Cinco, que estivera todo o tempo olhando ansiosamente para o jardim, gritou: "A Rainha! A Rainha!" E os três jardineiros atiraram-se instantaneamente de bruços no chão. Havia o som de muitas passadas, e Alice olhava ao redor, doida para ver a Rainha.
Em primeiro lugar chegaram dez soldados carregando clavas: eles eram todos da mesma forma que os jardineiros, retangulares e achatados, com as mãos e os pés saindo dos quatro cantos; depois vinham dez cortesãos, que eram ornamentados com diamantes e caminhavam de dois em dois, como os soldados. Depois desses vinham as crianças reais, dez delas, e as gracinhas iam saltitando alegremente de mãos dadas, em duplas também. A seguir vinham os convidados, a maior parte de Reis e Rainhas, e entre estes Alice reconheceu o Coelho Branco, falando apressadamente de um jeito nervoso, sorrindo para tudo o que era dito. Ele seguiu sem reconhecer Alice. Finalmente vinha o Valete de Copas, que carregava a coroa do Rei sobre uma almofada de veludo escarlate, antecipando o final do grande cortejo, que trazia O REI E A RAINHA DE COPAS.
Alice estava em dúvida se deveria ou não atirar-se ao chão de bruços como os três jardineiros, mas não conseguia se lembrar se já tinha ouvido falar sobre tal regra em cortejos, "e além disso, qual seria a utilidade de um cortejo", pensou, "se as pessoas ficam de bruços e não podem vê-lo?" Então ela ficou como estava e esperou.
Quando o cortejo passou por Alice, todos pararam e olharam para ela. A Rainha disse, severamente: "Quem é isso?", dirijindo-se ao Valete de Copas, que apenas curvou-se e sorriu em resposta.
"Idiota!", disse a Rainha, balançando a cabeça impacientemente, e, dirigindo-se para Alice, prosseguiu: "Qual é o seu nome, criança?"
"Meu nome é Alice, às suas ordens Majestade", disse Alice bem educadamente, mas acrescentou, para si mesma, "Oras, afinal de contas eles não passam de um baralho de cartas. Eu não preciso ter medo deles!"
"E quem são esses?", perguntou a Rainha, apontando para os três jardineiros que estavam ainda estendidos ao lado da roseira. Isso porque, vocês sabem, como eles estavam de bruços e a parte de trás do baralho era igual a todo o resto do baralho, ela não poderia dizer se eles eram jardineiros, ou soldados, ou cortesãos ou três das crianças reais.
"Como é que eu poderia saber?", disse Alice surpreendida por sua coragem. "Não é da minha conta."
A Rainha ficou vermelha de raiva e depois de encará-la por um momento como uma fera selvagem, começou a gritar: "Cortem-lhe a cabeça! Cortem-lhe..."
"Besteira!", retrucou Alice, em tom alto e decidido, e a Rainha calou-se.
O Rei pousou sua mão sobre o braço da esposa e disse timidamente:
"Deixe pra lá, minha querida: ela é apenas uma criança!"
A Rainha afastou-se dele com raiva e disse para o Valete:
"Vire-os!"
O Valete os virou, muito delicadamente, com um pé.
"Levantem-se!", disse a Rainha com uma voz estridente e alta, e os três jardineiros instantaneamente saltaram e começaram a fazer reverências para o Rei, a Rainha, as crinças reais e todo o resto do pessoal.
"Parem com isso", gritou a Rainha. "Vocês me deixam tonta." Então, virando-se para a roseira, ela continuou falando: "O que vocês estavam fazendo aqui?"
"Para servir à Sua Majestade", disse o Dois, humildemente, ficando sobre um joelho enquanto falava, "nós estávamos tentando..."
"Eu entendo!", disse a Rainha, enquanto examinava as rosas. "Cortem-lhe as cabeças!" e o cortejo prosseguiu, com três dos soldados ficando para trás para executar os desafortunados jardineiros, que correram na direção de Alice em busca de proteção.
"Vocês não serão decapitados!", disse Alice, colocando-os dentro de um grande jarro de flores que estava por perto. Os três soldados ficaram confusos por um minuto ou dois, procurando por eles e então voltaram para o final do cortejo.
"As cabeças já foram cortadas?", berrou a Rainha.
"Suas cabeças se foram, para servi-la, Majestade!"", os soldados gritaram em resposta.
"Muito bem!", gritou a Rainha. "Você sabe jogar críquete?"
Os soldados permaneceram em silêncio e olharam para Alice, pois a pergunta era evidentemente dirigida a ela.
"Sim!", gritou Alice.
"Então venha", rugiu a Rainha e Alice juntou-se ao cortejo, doida para saber o que aconteceria a seguir.
"É um...é um belo dia!" disse uma vozinha tímida ao seu lado. Ela estava caminhando bem ao lado do Coelho Branco, que ficava olhando o tempo todo para ela.
"Muito", disse Alice. "Onde está a Duquesa?"
"Psiu!Psiu!", disse o Coelho em voz baixa, assustado. Ele olhava ansiosamente por sobre os ombros enquanto falava e então ergueu-se na ponta das patinhas, colocando a boca bem perto dos ouvidos de Alice e cochichou: "Ela foi condenada."
"A que pena?" perguntou Alice.
"Você disse Que pena!?", o Coelho perguntou.
"Não, eu não disse", retrucou Alice. "Não acho que seja uma pena. Eu disse A que pena?!"
"Ela deu um murro nos ouvidos da Rainha...", o Coelho começou a contar. Alice disparou a rir. "Oh, psiu!", o Coelho murmurou em um tom assustado. "A Rainha irá ouvi-la! Mas você entende, a Duquesa chegou muito tarde e a Rainha falou..."
"Tomem seus lugares!", gritou a Rainha em uma voz de trovão, e as pessoas começaram a correr em todas as direções, batendo umas nas outras. Entretanto, em um minuto ou dois estavam todos em seus lugares e o jogo começou.
Alice pensou que ela nunca em sua vida vira um campo de críquete tão curioso: ele era todo cheio de saliências e sulcos, as bolas de críquete eram ouriços vivos e os tacos eram flamingos também vivos. Os soldados curvavam-se e colocavam as mãos no chão para fazer os arcos do jogo.
A principal dificuldade que Alice encontrou no início foi como segurar seu flamingo: ela poderia manter o corpo dele sob seu braço com razoável conforto, com as pernas da ave penduradas. Mas, geralmente quando conseguia esticar o pescoço do flamingo e ia fazê-lo chutar o ouriço com a cabeça, ele virava-se e olhava para Alice com uma expressão tão confusa que ela não conseguia parar de rir. Depois, quando desvirava a cabeça dele e se preparava para começar tudo de novo, era irritante perceber que o ouriço tinha se desenroscado e fugia. Além disso, sempre havia uma saliência ou sulco no caminho em que ela queria mandar o ouriço e os soldados-arcos estavam sempre se levantando e mudando de lugar. Alice logo chegou à conclusão que aquele era realmente um jogo muito difícil.
Os jogadores jogavam todos ao mesmo tempo, sem esperar sua vez, discutindo o tempo todo, brigando pelos ouriços; logo a Rainha estava furiosa e batia com os pés no chão, gritando: "Cortem a cabeça dele!", ou "Cortem a cabeça dela!" o tempo todo.
Alice começou a sentir-se muito mal: para dizer a verdade, ela ainda não tinha discutido nenhuma vez com a Rainha no jogo mas sabia que poderia acontecer a qualquer minuto, "e então", ela pensou, "o que irá acontecer comigo? Eles são loucos para cortar as cabeças por aqui. A grande dúvida é como ainda existe alguém vivo!"
Lampião e seu bando

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15-Verdazul

“Verdazul é minha visão do encontro entre o Céu e as Montanhas (de Minas ou do Rio…) ou o encontro entre o Céu e o Mar do Rio Dependendo da carência do momento…
É viagem íntima de músico .
Com alma sempre dividida,mas emocionada e grata. “

Dediquei essa musica a uma pessoa linda e pura como este sentimento:minha neta Luiza.
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16-Blond Love Doll
Faixa Bonus.

"eu caminho no lado escuro de sua mente
com minhas botas pretas vou quebrando sua resistência...."


Foi gravada em 1995 no Blue Studios,Rio de Janeiro.
Mixada por mim e Serginho Ricardo.
As guitarras "incendiárias" são de Fernando Vidal e a voz é de Taryn Szpilman.
O CLIPE foi criado,dirigido e produzido por Sonia Bessa





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