quinta-feira, 24 de julho de 2008

Verdazul no jornal O FLUMINENSE





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Matérias
Publicado em 23/07/2008



Sérgio Renato

Para ouvir descansando na serra

Se a intenção do arranjador mineiro Márcio Lomiranda era traçar uma espécie de estrada sonora entra Minas e Rio, como ele mesmo define no encarte de Verdazul, pode-se afirmar que ainda falta um pouco mais de urbanidade em seu som – apesar de ele já ter trabalhado em inúmeras trilhas de programas famosos da TV Globo.

Mas isso não é exatamente um mau sinal, pois a predominância de ambientes mais envolventes acabam proporcionando uma agradável sensação de tranqüilidade que só se encontra nas paisagens montanhosas, que devem ter sido a principal inspiração do músico nascido em Divinópolis, na Zona da Mata. A belíssima capa de seu primeiro álbum solo em quase 30 anos de carreira já mostra isso de cara.

Nas 16 faixas do disco, até os títulos dão a impressão de que ele sugere um trilha para reuniões bicho-grilo na serra, como Cogumelos Vermelhos, Chá Maluco, A Lagarta e Um Pouco de Ar – o que leva a crer que a tal estrada imaginada por ele faz uma escala em Visconde de Mauá e/ou São Tomé das Letras. De qualquer forma, é uma boa pedida para quem cansou de barulho, seja de guitarras ou pandeiros, e está a fim de refrescar a cabeça e os ouvidos.


O Fluminense








terça-feira, 22 de julho de 2008

SÓTÃO/Festival de Gramado


NOME DO FILME: SÓTÃO
DURAÇÃO: 4
BITOLA: 35MM
ANO DE PRODUÇÃO: 2008
CIDADE: PORTO ALEGRE
DIRETOR: ROGÉRIO SOUZA
ROTEIRISTA: ROGÉRIO SOUZA
PRODUTOR EXECUTIVO: RODRIGO PESAVENTO
DIRETOR DE FOTOGRAFIA: ALEMÃO FRANCISCO
DIRETOR DE ARTE: CARINE ABRANHÃO
MÚSICA: MÁRCIO LOMIRANDA
MONTAGEM: ROGÉRIO SOUZA
ATORES: NELSON DINIZ
ATRIZES: SIMONE TELECCHI

SINOPSE: EM UM SÓTÃO ABANDONADO, UM HOMEM PREPARA MINUCIOSAMENTO SEU SUICÍDIO.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

e a luta contra a estupidez continua......

http://www.administradores.com.br/artigos/se_a_musica_nao_diz_nada_nao_recebe_quase_nada/23606/

Flores do Clube da Esquina

http://www.emi.com.br/base_para_noticias.asp?c=2124

super cd com as releituras do classico Clube da Esquina por varias cantoras de diversas vertentes da mpb.
Assino arranjos e teclados em 2 faixas:
Nada Sera Como Antes com Magie Stock e
Trem Azul com Marjorie Estiano

vale a pena conferir


video abaixo:
take da gravaçao da base de Trem Azul
Blue Studios,RJ

Bateria:Jurim Moreira
Baixo:Dunga
Guitarra:Vini Rosa
Violao:Juliano Cortuah
Arranjo e teclados:Lomiranda
Tecnico:Marcelo Load
assistente:Michel
produtor:Guto Graça Mello

sábado, 14 de junho de 2008

domingo, 18 de maio de 2008

Importante para quem é compositor aqui em Pindorama....






Davi X Golias

por Tim Rescala


Em recente comunicado a seus associados, adotando um estilo melodramático, difamatório e um tanto desesperado, o ECAD, que responde a uma enxurrada de ações na justiça, partiu para o ataque contra um dos grupos de compositores que luta para fazer valer seus direitos na justiça e, em especial, contra mim.

O órgão, de acordo com o referido comunicado, já teria, inclusive, dado entrada numa ação criminal, supostamente baseando-se na lei de imprensa, agindo da mesma forma que a Igreja Universal, que recentemente tentou calar a imprensa nacional, que denunciava suas irregularidades. Parece que o ECAD ainda não se deu conta de que não vivemos mais numa ditadura e que essa forma de pensar e agir não encontra mais respaldo na sociedade, nem mesmo em sua parcela mais conservadora.

O curioso é que um dos defensores do ECAD, o compositor Fernando Brant - presidente da UBC -, criticou duramente o ministro Gilberto Gil (http://www.emdiacomacidadania.com.br/documentos/FernandoBrant.pdf) em artigo publicado exatamente no mesmo jornal e na mesma página que o meu, mas nem por isso foi ameaçado de processo por ninguém.

O que é lamentável nesta história é ver que colegas de profissão, que no passado clamavam por liberdade de expressão, denunciavam arbitrariedades e exigiam democracia, hoje engrossam as fileiras do fisiologismo e do acúmulo de capital. Os idealistas de ontem são os oportunistas de hoje, infelizmente.

O ECAD - uma empresa privada que parece ter o aumento de receita como meta principal (http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/content.php?option=com_content&task=view&id=230,), mas que as vezes finge ser de utilidade pública, dependendo da ocasião -, já está habituada a “levar pau”. http://www.camara.gov.br/leoalcantara/hpleo/DISCURSO/ecad.htm

Está, inclusive, sofrendo auditoria da Receita Federal sobre seus cinco últimos exercícios. Mas como eu faço parte de uma ação que está dando muita dor-de-cabeça para seu departamento jurídico, reagiu com pedras.

A gota d’água para este maremoto foi um artigo meu (http://www.direitodeacesso.org.br/Caixa-preta) publicado na sessão de opinião do jornal O Globo, comentando o que foi dito no seminário sobre direito autoral, promovido em dezembro último pelo MINC-Ministério da Cultura, evento este que terá prosseguimento em 2008.
(
http://www.cultura.gov.br/blogs/direito_autoral/). Em todas as mesas só se falou mal do ECAD e o que fiz - e disso não me arrependo nem um pouco - foi dar minha opinião, obviamente também contra os desmandos do órgão, já que eu era, infelizmente, um dos poucos músicos presentes no evento. (http://airtonpimentel.musicblog.com.br/2/). O compositor César Costa Filho, presidente da ADDAF, que em seu pronunciamento no seminário também criticou duramente o ECAD, está também sendo ameaçado de processado pelo órgão. Aliás, parece que o que o ECAD mais fácil é isso , processar e ser processado.

http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0208/0679.html

A opinião geral foi de que o ECAD precisa ter controle do estado, assim como acontece com a maioria absoluta das sociedades arrecadoras, no mundo todo, como nos mostrou a especialista Vanisa Santiago no mesmo seminário. (http://www.slideshare.net/josemurilo/frum-nacional-de-direito-autoral-vanisa-santiago)

O ECAD adotou então a estratégia de tentar colocar a classe musical contra mim e o grupo de oito compositores de trilhas, do qual faço parte, estigmatizando-nos. Este grupo, apesar do que diz o ECAD - apoiado em inverdades e informações incompletas -, não é o único a gritar contra as arbitrariedades do órgão. Atualmente estão em andamento na justiça cerca de 4.000 ações envolvendo o ECAD (http://conjur.estadao.com.br/static/text/16699,1), (http://sobretudo.blogueisso.com/2007/08/16/ao-lado-da-galisteu-e-contra-o-ecad/), (http://www.rafael.galvao.org/2003/10/ecad.php), (http://www.overmundo.com.br/overblog/o-creative-commons-e-os-direitos-autorais), (http://www.trampo.com.br/ecad1/frame_depoimentos3.htm\), dentre elas muitas semelhantes à nossa (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=425TVQ002). E o próprio ECAD considera este um número pequeno, pois em 2003, por exemplo, chegaram a 7.000!

Pelo bem da verdade e da transparência dos fatos, e para que a classe musical não continue sendo ludibriada por gente que de música não entende nada, mas que manipula números muito bem, vamos aos fatos:

O lobo em pele de cordeiro

Até 2001 o ECAD pagava igualmente pelas músicas veiculadas em programas de televisão, fossem temas de personagens ou backgrounds, de autores contratados pelas emissoras para fazer isso ou não. A partir de então, numa decisão absolutamente unilateral e arbitrária, sem consultar nenhum dos principais atingidos, a toda poderosa assembléia do ECAD (tendo a UBC como voto majoritário) (http://www.overmundo.com.br/blogs/direito-autoral-o-papel-do-ecad),começou a diminuir gradativamente a pontuação de quem era contratado para fazer este trabalho, mas mantendo o ponto inteiro para as chamadas músicas pré-existentes, ou seja, as que não foram compostas especialmente para este fim. Inicialmente para 1/3, depois 1/6 e, finalmente, para 1/12.

Com este novo critério, os compositores de trilhas para televisão viram seus ganhos reduzidos, mas isso não implicou em cobrar menos das fontes pagadoras, ou seja, as emissoras de televisão. (Muito pelo contrário. Passou a cobrar muito mais: 6 milhões mensais, só da TV Globo ). (http://conjur.estadao.com.br/static/text/20140,1)

Aí está o pulo do gato: as emissoras continuaram pagando o ponto inteiro. A matemática criativa do ECAD foi, então, a de manter a cobrança do ponto inteiro das emissoras, mas pagando apenas 1/12 para os compositores de trilhas. Para onde foi o restante do dinheiro arrecadado?(http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=423TVQ008)

Se o ECAD acha que backgrounds em trilhas de televisão valem 12 vezes menos que temas de personagens, por que não acha o mesmo das trilhas para cinema ou para teatro? Seria por que as sociedades majoritárias na assembléia tem em seus quadros compositores que trabalham nesta área? O que esses colegas diriam se o ECAD usasse o mesmo peso e a mesma medida para reduzir seus dividendos, como fez conosco ?

Tentando explicar sua tese, o órgão chegou a dizer que os backgrounds deveriam valer menos porque não possuem letra. Ora, quer dizer então que música instrumental vale menos que música cantada? Será que vamos ter que debater num nível tão baixo de entendimento do que seja a arte musical?

Sabe-se que no mínimo 50% da música veiculada em TV é de autoria dos compositores contratados para esta exercer esta atividade. Sabe-se também que cerca de 50% do que o ECAD arrecada vem da televisão. A arrecadação do órgão em 2007 chegou a R$ 250 milhões, sem falar nos ganhos financeiros, que somaram R$ 100 milhões. Se o ECAD recebe inteiro e repassa apenas 1/12, imaginem com quanto ficou a mais em seus cofres! Para quem foi este dinheiro, afinal? E para renovar seu contrato com a Globo o ECAD quer receber mensalmente, nada mais , nada menos, que 2,5% do faturamento da empresa. Enfim, o ECAD quer se tornar sócio da TV Globo sem fazer esforço. Quer ser sócio apenas nos lucros.Vamos olhar os fatos de um outro ângulo:

O ECAD reune 10 sociedades autorais, mas apenas 6 delas votam nas assembléias. As outras ficam caladas, sem direito de abrir o bico. Isso ocorre porque em 1999 iniciaram um movimento para que o ECAD não tivesse o monopólio da arrecadação autoral no Brasil. Foram castigadas com a expulsão, por sugestão da UBC, algumas retornando logo depois, mas desde que se mantivessem em silêncio. E assim tem sido com a ANACIM, a ASSIM , a SADEMBRA e a ABRAC, que entrou depois.. As quatro apenas dizem amém para as outras seis, UBC, AMAR, SBACEM, SICAM, ABRAMUS e SOCIMPRO.

Existem outras sociedades arrecadoras no país, mas que, graças à lei vigente, não conseguem entrar no ECAD, que é o escritório centralizador.

(http://www.overmundo.com.br/blogs/direito-autoral-o-papel-do-ecad)

A votação em assembléia desta empresa sui-generis, cujas regras estão longe de serem democráticas, vaticina que “manda mais quem ganhar mais”, como acontece no mundo capitalista. Mas o que faz com que o ECAD seja único em todo o mundo é que nas outras sociedades há uma regulamentação e um supervisionamento estatal, justamente para não permitir distorções como as que ocorrem no Brasil.

Do jeito que a coisa está, sem qualquer órgão regulador em funcionamento, a sociedade que arrecada mais num ano mandará mais no ano seguinte. E quem tem arrecadado e mandado mais há muitos anos é a UBC, cujos percentuais, de 2001 a 2005, foram 54%, 50%, 48.2%, 51.7%, 47.4%, 43,8% e 47.4% dos votos. Foi por mérito próprio? Vejamos…

Mantendo a hegemonia nas votações e, por conseguinte, nas decisões das assembléias, a UBC impera, toda poderosa. Voltemos então à questão do ponto para descobrir como a coisa funciona de fato:

Dos compositores de trilhas, sejam eles da TV Globo, Bandeirantes, Record ou SBT, praticamente nenhum está na UBC. Mas os compositores das chamadas músicas pré-existentes, que continuaram recebendo o ponto inteiro, estão em peso nesta sociedade. Para qual sociedade vão então os 11/12 restantes ? Bingo!!!

Outra conclusão óbvia: se manda mais quem ganha mais, se a televisão é responsável por 50% da arrecadação e se a UBC não tem compositores de trilhas em seu quadros, o que ela fez? Reduziu o ponto destes compositores, afastando a ameaça de perder sua hegemonia na assembléia, pois, em seguida, no ranking do ECAD está a ABRAMUS, a qual são afiliados diversos compositores de trilhas, como é o meu caso. Engenhoso, não é? E o que podem fazer as outras sociedades diante disso? Nada, por incrível que pareça. Por isso os compositores de trilhas estão na justiça contra o ECAD. Não apenas oito, mas praticamente todos. Mas vejamos agora o que se passa com a ação que o ECAD diz que vai tirar o pão da boca dos compositores, tentando colocar colegas contra colegas.

Colocando músico contra músico

O ECAD diz que apenas este grupo de 8 compositores reclamou dos novos critérios adotados. É MENTIRA. Não só estes oito, mas praticamente todos os compositores de trilhas da TV Globo entraram na justiça contra o ECAD, o que também fizeram outros compositores que trabalham para as demais emissoras, como SBT, RECORD e BANDEIRANTES. Existe ação semelhante, de 25 compositores paulistas, lutando pelos mesmos direitos e apontando as mesmas injustiças e distorções.

(http://www.ciranda.net/spip/article857.html)

O compositor Eduardo Dussek, por exemplo, que não é contratado de televisão nenhuma, também está na justiça contra o ECAD, lutando para receber os direitos referentes a uma de suas composições, usada como tema de personagem numa novela da TV Globo, mas considerada, para efeito de pagamento, como background pelo ECAD. (http://conjur.estadao.com.br/static/text/61757,1), (http://conjur.estadao.com.br/static/text/60083,1)

O órgão, em seu comunicado difamatório, diz que esses novos percentuais adotados refletem o que ocorre em termos mundiais. Não é verdade. Há variação de percentuais sim, mas nunca de 1/12, e, mesmo assim , há países onde não houve redução nenhuma, como Áustria, Alemanha, Holanda, Dinamarca, França, Argentina, Espanha, Iugoslávia, Suécia, Suíça e África do Sul. E quando há alguma mudança a ser feita, todos são consultados, mesmo porque as sociedades internacionais de gestão coletiva, como é o caso do ECAD, são assistidas por orgãos reguladores estatais. Todas, sem exceção. Já no Brasil não há ninguém que fiscalize o ECAD, pois o governo Collor (por que será?), assim como fez com tanta coisa que dava certo neste país, extinguiu o CNDA, Conselho Nacional de Direito Autoral. Desde então impera a incerteza e a desconfiança. Tratemos então agora especificamente da ação dos produtores musicais:

O período ao qual uma das ações se refere vai de 2001 a 2005 e é apenas uma dentre muitas. O valor de R$ 140 milhões que o ECAD diz ser absurdo e de não ter sido alvo de perícia foi baseado nos próprios documentos do órgão. (http://conjur.estadao.com.br/static/text/61757,1) Se este valor é absurdo, é absurda também toda a contabilidade do ECAD e todas as suas planilhas, que, aliás, escondem mágicas contábeis que fariam Malba Taham morrer de inveja.

O valor alardeado é tão somente um déposito para garantir o pagamento dos autores, caso vençamos a ação. Não é portanto, uma cobrança. E se vencermos, a justiça, obviamente, reverá este valor e saberá estipular o valor correto e justo, seja maior ou menor, se assim considerar procedente. O que importa para nós, compositores de trilhas, não é pois ganhar 140 centavos, reais, mil reais ou milhões de reais, mas sim que a justiça seja feita. E fazer justiça, neste caso, é pagar igualmente a música pré-existente ou composta especialmente para um programa, independente de estilo, gênero e, principalmente, da sociedade arrecadadora que administre seus dividendos. Este é o ponto que o ECAD tenta encobrir, fazendo-se de defensor dos oprimidos e tentando nos caracterizar como vilões.

Esta quantia supreendente é proporcional à ganância do próprio ECAD, que estipula valores exorbitantes para quem deve pagar direitos autorais, mas repassa valores ridículos para quem deve receber, ficando com a diferença. Que se faça então uma revisão profunda e ampla de todos esses percentuais praticados pelo ECAD, desconhecidos pela grande maioria dos compositores. Há muito o que ser explicado e é disso que o ECAD se vale: da nossa ignorância sobre o que relmente se passa lá dentro.

O ECAD diz também em seu comunicado que nós queremos ganhar mais no Brasil do que ganhamos fora. Não é verdade. Nosso recebimento do estrangeiro não teve qualquer mudança arbitrária como aconteceu aqui. Esta é mais uma manobra do ECAD para iludir os compositores mais desatentos. Eu, por exemplo, faço parte da SACEM, que me paga da mesma maneira que pagava antes.

Muitos compositores, aliás, decepcionados com a situação da arrecadação no Brasil, acabam optando por filiarem-se a sociedades estrangeiras. Dentre os compositores filiados ao ECAD, há muitos ganhando a soma aviltante de R$ 0,01 por mês! Isso mesmo! Um centavo por mês!!! Diante disso não pode ser admissível, por exemplo, que o ECAD faça generosidade com o bolso alheiro, custeando edições de livros ou fazendo doações filantrópicas. Que pague primeiro os autores que estão à mingua.

A realidade, nua, crua e desafinada

Embora eu tenha apontado em meu artigo alguns pontos nebulosos da gestão do ECAD, já apontados por outros colegas, há, infelizmente, muitos outros, como estes:

Os diretores do órgão premiam-se com percentuais ganhos em soluções de litígios, o que nos faz crer que a ação milionária dos produtores deve estar é estimulando muita gente a conseguir acordos também milionários. Seria esta a razão pela qual existem tantas ações contra o órgão? (http://conjur.estadao.com.br/static/text/18659,1)

Os procedimentos híbridos, de caixa e de competência de suas planilhas e balanços, altamente reprováveis em contabilidade, sugerem auditorias urgentes em suas contas.

As ATAS das assembléias do ECAD não estão disponíveis para seus associados e são registradas em cartório apenas quatro ou cinco meses depois de terem plena eficácia. (http://www.al.ms.gov.br/Default.aspx?Tabid=56&ItemID=15578)

As tentativas de ameaçar e intimidar quem levanta a voz contra o órgão, como acontece agora comigo, são comuns. Isso acabou de acontecer, quando o ECAD tentou calar a imprensa que noticiava a chamada CPI do ECAD no Mato Grosso do Sul, que concluiu seus trabalhos recentemente. (http://www.costaricaweb.com.br/noticia.php?id=4022), (http://www.jornaltribunalivre.com/noticias/index.php?id=1158703370)

Esperamos que ao menos na região centro-oeste do Brasil a pizza não seja tão apreciada quanto aqui no sudeste.

Enfim, caros colegas instrumentistas e compositores, vamos abrir os olhos. O poder econômico do ECAD é enorme e sua capacidade de persuasão também. Eles mantém o poder há muito tempo e não querem largar o osso de jeito nenhum. Procurem se inteirar do que está acontecendo. Procurem se informar sobre o que o MINC pretende fazer para mudar esta situação e, sobretudo, não assistam calados e omissos, como as sociedades minoritárias do ECAD são obrigadas a fazer, à mais esta tentativa de intimidação que o órgão está promovendo.

O ECAD, não se contentando que a justiça analise e decida sobre a briga judicial que tem comigo e com outros compositores, renegando o debate, extrapolou o âmbito judicial e passou para a difamação pública pura e simples. Num momento que tanto se fala de resgate da moral, de ética e de cidadania, façamos valer os nosso direitos. Não deixemos que o ECAD, atrás de seu vidro fumê, nos impeça novamente de enxergar o que se passa lá dentro.

(http://www.i3g.org.br/eventos/2003/ciberetica/materias/conferenciaquestionavalidadedosdireitosautorais.htm)

Não vou me intimidar diante do poderio econômico do ECAD e de seu exército de 80 advogados.Seguirei em frente, mesmo que esta luta seja como a da foto em anexo, um David contra um Golias. Como sabemos, ao final da peleja, David saiu vitorioso. Acredito no empenho do Ministério da Cultura de mudar o panorama atual, pois, pior do que está, não pode ficar.

Já obtive apoios importantes, que levantaram suas vozes contra esta arbitrariedade, típica dos anos nebulosos da ditadura, quando orgãos economicamente poderosos tentavam calar que contra eles se levantava. Conto também com o seu.

Cordialmente,

Tim Rescala

Depoimentos de quem não concorda com esta arbitrariedade

Ivan Lins, cantor e compositor

Essa do ECAD de querer pegar nosso Tim é mais um episódio da falta de liberdade de expressão que certos órgãos, que se acham acima do bem e do mal, que são verdadeiros quartéis da razão e da virtude, armados até os dentes com suas verdades inquestionáveis, com seu departamento de censura, seus porões de pressão e convencimento, como se fossem melhor que quaisquer governos, que são gosados, criticados, em imprensa aberta (como os irmãos Caruso, O Agamenon Pedreira, só pra citar alguns de o Globo, em suas criticas e gosações ao governo federal , parlamento, e intituições mais democráticas...), impõem, e vêm a público, com pompa e circunstancia, processar uma opinião divergente. Posso até não concordar com tudo que o Tim colocou no seu artigo publicado n’O Globo, mas dou a êle todo o direito de colocar sua opinião. Acho extremamente saudável trazer e levantar questões ainda polêmicas e questionáveis nas gestões do direito autoral nesse país.O Tim estã sendo tratado como um subversivo furioso e perigoso, de diabólica influência em toda a classe musical brasileira,um Bin Laden comandando uma imensa e monstruosa rede de fanáticos que querem aniquilar o ECAD. Como dizia aquele deputado mineiro, o José Bonifácio, há 2 décadas atrás: - Que país é esse? Infelizmente, sinto no ar ainda um pouco do aroma pesado de certos maus hábitos dos militares da época da Ditadura. E de algumas pessoas que até lutaram contra ela. É uma pena. Realmente lamentável.

Mas tenho esperança, e que me perdomem as palavras, que essa babaquice desses Senhores "donos da verdade", tenha sido somente um pequeno lapso de arrogância, que está a caminho de ser corrigido e cancelado, em favor de um debate adulto, cristalino (MESMO!), aberto e democrático, como devem fazer os cidadãos honestos e de bem.

Tenho dito,

Ivan Lins

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Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro

O centenário Sindicato dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro expressa sua solidariedade e integral apoio ao músico Tim Rescala, que, num ato de coragem “ousa” questionar as ações do Escritório Central de Direitos – ECAD.

Durante seus cem anos de existência o SindMusi tem esclarecido dúvidas, acolhido requerimentos e registrado queixas sobre as mais variadas questões relacionadas com a nossa atividade profissional. Entre todos, a questão do Direito Autoral é, de longe, o tema que mais suscita dúvidas e insatisfações.

Todos reconhecemos a eficiência do ECAD quando se trata de recolher as taxas referentes aos direitos dos artistas em todo o país. No entanto, quando tentamos tomar conhecimento do(s) processo(s) que regem a distribuição dessa arrecadação, reina a obscuridade, apesar da suposta transparência do(s) mesmo(s) propalada pelo ECAD.

Na maioria dos países a questão do direito autoral é administrada pelo governo, com o que concordamos inteiramente. No Brasil, urge uma intervenção o mais abrangente possível do governo nessa área. Adicionalmente, apoiamos a criação de uma agência ou uma reestruturação do CNDA, para que regulamente, fiscalize e exerça o mais absoluto controle sobre as questões pertinentes ao direito autoral.

A Constituição de nosso País garante a qualquer cidadão o direito de expressar-se livremente, tal como Tim Rescala está fazendo. Por isso mesmo, não merece reprimenda, castigo nem qualquer outra forma de punição ou censura. Ao contrário, Tim Rescala merece nossos parabéns e incentivos, para que continue a praticar a Democracia em sua melhor forma, que é a do livre pensar e expressar-se, desde que respeitando a Lei.

Tim Rescala é um profícuo criador, dono de excelente reputação e ótimo caráter. Sua atividade, que exerce de maneira incasável, gera numerosos empregos para nossa categoria profissional, tão carente de boas condições de trabalho e direitos. Sua posição não reflete um interesse pessoal e sim as dúvidas e anseios de toda a nossa categoria.

Por isso permanecemos firmes, apoiando integralmente o generoso colega Tim Rescala, que, relativamente ao tema de direito autoral, FALA PÓR TODOS NÓS.

Débora Cheyne

Presidente

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Osmar Prado, ator

Meu caríssimo Tim.

Com profunda tristeza tomei ciência da tentativa de desmoralização pelos representantes do ECAD, como resposta ao seu corajoso artigo publicado no Globo. Este artigo levou-me imediatamente a entrar em contato com você, via e-mail, e parabenizá-lo pela ousadia de expor-se em defesa da categoria, frente ao comportamento um tanto "obscuro" adotado pela administração do órgão arrecadador.

Com profunda tristeza minha memória foi registrando recentes acontecimentos, nos quais alguns tive participação direta, como a "Transposição do Rio São Francisco", quando uma voz dissontante levantou-se contra: Frei Leonardo Cappio. Ao ao invés de tentar entender as razões do religioso, o que se viu foi a tentativa covarde, de demoralizá-lo perante a opinião pública, taxando-o de louco e suicida inconsequente.

Assim é com os cartões corporativos. O atual governo deveria abrir suas contas e não criar dossiês, tentanto desviar a atenção, acusando a gestão anterior de improbidade administrativa. Criamse factóides, jogo de empurra-empurra, mas, mostrar a fatura, abrir as contas, nem pensar.

É isso que está acontecendo com você, meu caro Tim. Você não devia meter o bedelho aonde não é chamado. Devia ficar calado com seu dinheirinho, mesmo sub-"traído". Você resolveu encher o saco e a única maneira que eles tinham de desmoralizá-loera "abrir" as contas e mostrar que você é um "ganancioso egoísta megalomaníaco". Por que não o fazem, meu caro Tim ? Medo. O telhado é de vidro. É preciso contra atacar e rápido, antes que algum juiz maluco resolva passar a limpo as contas do ECAD.

Há uma esperança: o episódio da Universidade de Brasília. Os estudantes peitaram o Magnifíco Reitor da lixeira de R$ 990,00. Mesmo expulso, o homem diz que a "verdade" preva-lecerá. Percebeu o grau de loucura que graça no país pelos "privilegiados" do espírito de corpo?

"Eles acham que estão "certos". Alguém com coragem precisa dizer que NÃO.

Receba o meu abraço e o meu apoio na busca da verdade e da transparência.

Osmar Prado

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Roberto Lopes Ferigato.

Musico,Compositor,Produtor fonográfico e Editor

Quero me manifestar a favor do compositor Tim Rescala e acrescentar que o Ecad é alvo de outra ação no tribunal de justiça do Rio de Janeiro, com 25 compositores reivindicando os mesmos direitos. Lutamos contra a injusta redução dos royalties das trilhas sonoras de televisão, que proporcionou um prejuízo incalculável pra nós, que representamos a maior fatia do bolo autoral arrecadado pela instituição. Sofremos constantes ameaças, inclusive de processo criminal, pra nos calar. Vejam se não é uma caixa preta: Negar as atas de assembléias aos titulares, publicar um balanço patrimonial com irregularidades tributarias, fazer acordos unilaterais e manipular planilhas e muito mais. Chegou a hora de prestar contas aos donos do patrimônio, a razão da sua existência.

O Ecad alega sempre caráter privado de sua instituição para evitar qualquer controle público sobre suas decisões, mas alega caráter público para não pagar pelas suas apropriações. Resumindo, eles querem sempre que os compositores paguem a conta.

Nós, compositores, titulares estamos nos unindo e vamos abrir a caixa preta do Ecad.

Roberto Lopes Ferigato.

Maria Teresa Madeira, pianista


Tim Rescala , além de grande músico, pianista, compositor, arranjador, maestro e ator, é uma das pessoas mais justas, corretas e confiáveis que conheço. Nossa amizade e nosso convívio profissional já completam 20 anos, graças a Deus! Meu apoio ao Tim é incondicional. Sua trajetória brilhante no meio musical é prova de seu talento e de seu esforço. Qualquer tentativa de difamação, vinda de qualquer órgão, público ou privado, que tente denegrir a pessoa e a imagem de Tim Rerscala, me parece absurda e totalmente desnecessária.

Tenho muito orgulho de tê-lo como meu amigo e também como meu parceiro em tantos projetos musicais.

Maria Teresa Madeira

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Abaixo vocês encontrarão mais críticas, denúncias e artigos falando do Ecad. Como poderão ver, não estou falando sozinho e também não estou falando nenhuma novidade. O sentimento geral, dentro e fora da classe musical, é de, no mínimo, desconfiança, o que só confirma nossa tese: o ECAD precisa de fiscalização urgentemente!

Compositores acusam ECAD de corrupção

http://www.extremosulam.com.br/news/index.php?id=1163&sess=18

Sobre a CPI que deu em Pizza

(http://terra.com.br/istoe/cultura/140713b.htm)

Sobre uma nova CPI e a alcunha de Caixa-Preta, que não foi criada por mim

(http://www.delcidio.com.br/imprensa/marco05/03032005-correio_estado.htm)

Artistas contestam lei dos direitos autorais

http://conjur.estadao.com.br/static/text/21842,1

ECAD não tem monopólio de cobrança no Brasil

http://conjur.estadao.com.br/static/text/28431,1

Isentos, independentes e vigiados

http://w3.bsa.org/brazil/press/newsreleases/Isentos-independentes-e-vigiados.cfm

A CPI do ECAD

http://www.i3g.org.br/eventos/2003/ciberetica/materias/conferenciaquestionavalidadedosdireitosautorais.htm

Direito autoral e ECAD

http://www.adelisell.com.br/portal/modules/soapbox/article.php?articleID=78

Deputado fala sobre o Ecad

http://www.adelisell.com.br/portal/modules/soapbox/article.php?articleID=78

Sobre o Ecad

http://emersonlinhares.zip.net/arch2007-06-10_2007-06-16.html

Deputado quer investigar o ECAD

http://www.rioparanazao.com.br/politicaint.php?edicao=415&materia=413

Tentativa do Ecad de barrar CPI

http://www.jornaltribunalivre.com/noticias/index.php?id=1158703370

Deputado diz que lei que ampara ECAD precisa ser revista
http://www.conesulnews.com.br/leitura.php?can_id=16&id=15963

Proposta de deputado para mudar lei

http://www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=93635

+ contra o Ecad

http://www.noticiasdepoa.com.br/modules/news/article.php?storyid=1392

E por aí vai…

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Onde encontrar o VERDAZUL



CD VERDAZUL voce encontra nessas lojas:
Tracks-Baixo Gavea-Rio de Janeiro
e na Modern Sound,Copacabana,Rio de Janeiro

Fnac,Saraiva etc....

em BH:

SCRIPTUM: NA Fernandes Tourinho, 99 (entre contorno e pernambuco)- miolinho da SAVASSI.

em Divinopolis,MG
BOUTIQUEdoLIVRO: av antonio olimpio de morais 487
(37 32218753) ;
CASA AMARELA: AV. 7 de setembro 1248
(37 32222 7861)

http://www.somlivre.com/index.asp?/busca/verdazul

contatos para shows:

jokalovisi@gmail.com

ELETRO FLUMINAS-2001-Brasil


ELETRO FLUMINAS-Manguebeat 2001-Brasil





Lançado em 2001 pelo selo Manguebeat
Voz:Taryn Szpilman
Guitarra:Paulo Rafael
Teclados:Marcio Lomiranda









01 - Balaô (Lomiranda/Paulo Rafael)

02 - Stay Together (Chucho Merchand)
03- Espuma dos Dias (Sonia Bessa/Ana Luiza Cavalcanti)
04-Beware of Darkness (G.Harisson)
05-Ela e Eu (Caetano)
06-Black Dog/Sol e Chuva (J. Page/ Plant/J P Jones)(A.Valença)
07- Loopiando Naná e Jurim (Lomiranda/P.Rafael)

08- A Gente Tá Viajando Por Alguns Dias...E Volta Em Breve (Lomiranda/Taryn)
09-Love Love Love (Lomiranda/Salazar)
10-Mapa de Viagem (Lomiranda/Carlos Careqa)
11-Cavalo do Cão (Paulo Rafael)
12- Nightie Night (Lomiranda/Pat MacDonald)
13- Zappa From Heaven (Lomiranda/Paulo Rafael)14-What The World Needs Now Is Love (Bacharach)



esgotado em formato cd!
só baixando da internet mesmo........ou escreva para:marciolomiranda@gmail.com

um CD pós-Iluminista
Apresse-se, porque, com a crise de energia, este pode ser o último CD eletro-pop-rock do Brasil. E, se o for, será, sem dúvida, um grand finale. Se não, um grande começo, a grande estréia da mais compacta big band do país. Assim, os últimos serão os primeiros, e este, um exemplar pioneiro na techno-discografia autóctone, criado por músicos, no lugar dos habituais DJs.
Eletro Fluminas é um registro definitivo da electric era
e seus prótons, nêutrons e elétrons sonoros, desde seus
primórdios, nos anos 60/70, até este início do século XXI,
no qual ela atinge sua plenitude ao mesmo tempo em que divisa, paradoxalmente, seu crepúsculo.
É como se, do mesmo modo com que nossos antepassados descobriram o fogo, o trio, em meio a uma escuridão que se anuncia, houvesse redescoberto a luz elétrica, puxando brasileiramente um gato, unindo alguns fios desencapados, no interior de uma caverna, num curto-circuito extremamente contemporâneo, em que o primitivo e o tecnológico, o industrial e o artesanal, a vanguarda e a nostalgia, se convergissem num choque cultural harmonioso.
Sim, eles viajam no tempo, por centenas de territórios musicais, litorais auditivos vários, oferecendo ao turista-ouvinte um guia breve da história do pop-rock, reprogramado ou para se auto-destruir após a audição, ou para ser lançado ao espaço sideral, como souvenir de uma civilização que acreditou no progresso, mergulhou na loucura e, nos laboratórios-porões de hoje, fez sua síntese para o amanhã.
Esta experiência logrou amalgamar, por exemplo, Led Zeppelin e Alceu Valença (“Black dog” fundida a “Sol e Chuva”), Naná Vasconcellos batucando com John Bonham num rock-baião progressivo percussivo que cede a vez para o encontro de Naná com Jurim Moreira (“Loopiando Naná e Jurim”) e Leo Gandelman que, por sua vez, imprime seu Oriente Médio muito acima da média num fraseado das Arábias. Para começar a gira, em “Balaô”, é erigido um eletro-templo, onde, na faixa seguinte ("Stay Together"), irá baixar o espírito do Portishead de cabeça para baixo. E, deste modo, vão se incorporando: a trilha de um film noir digital (“Espuma dos dias”); George Harrison revisitado num “Beware of darkness”, que nunca esteve tão adequado quanto nas trevas feéricas de agora; um Caetano andróide-andrógino recebendo uma Dalva de Oliveira com charme replicante (Ela e eu), e daí por diante, a se incluir a presença de um cão cibernético, cujo médium é um cavalo (“Cavalo do Cão”).
O claro-escuro marca sua presença nesta sinfonia barroca, apocalíptica, cosmopolita, numa alucinação lúdica e saudável, através da qual é possível embarcar num delírio
seguro, como a aventura de uma montanha russa ou de
um trem fantasma.
Não é por acaso que uma das faixas se chama “Zappa from Heaven”. Também incorporado ali, o velho monstro Frank só poderia encarnar em sua edição tropical: Márcio Lomiranda, tão seu descendente quanto um similar estrangeiro, Trent Reznor (Nine inch nails). Lomiranda conhece bem o riscado de ser arriscado. Passeia pelo experimentalismo com o desembaraço e a autoridade de quem transitou pelo mainstream sem perder o prumo e o rumo de sua nave. Já pôs hit na boca de Marina Lima (“Nightie night”, recriada no CD), de quem foi tecladista e arranjador, bem como de Alceu, Ney Matogrosso, Cássia Eller, Zélia Duncan, Sandra de Sá, FatFamily, Paula Toller, Leila Pinheiro, Ivan Lins, entre outros, além de produzir trilhas para a TV Globo. Pode, então, Zappear pelos canais de seu equipamento, sem perigo de se tornar hermético. Tinha que vir de Divinópolis, terra de Adélia Prado, este pai de quatro filhos, doidão certinho, como Zappa e a poetisa. Ali, os ETs vivem disfarçados de gente comum.
E o mineiro e seus minérios musicais encontraram
no pernambucano de Caruaru, Paulo Rafael, sua cara metade
xifópaga, numa alquimia de congada e maracatu, centro-oeste
e nordeste com cara de mundo todo. Da linhagem de Jimmy
Page, Jeff Beck e Rori Gallagher, Rafael, antes arcanjo ou arcangaceiro do som e da fúria, converte a harpa em guitarra e viola e lança riffs de Raf, com o mesmo conhecimento de causa do parceiro. Produtor, arranjador e guitarrista de artistas como Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Gal Costa, Lobão, Kleiton e Kledir, Marina e artistas que-tais,
ele pisa o asfalto da própria estrada com a segurança
de quem trilhou sendas, fendas e fenders diversas e diversificadas, entre as quais, a belíssima trilha
sonora do filme “O Baile Perfumado”.
Rock’n roll agreste
hard
que arde. Seu lampião brilha também na banda baiana, Lampirônicos, cujo CD, produzido por ele, conta, em três faixas, com a co-produção de Carlinhos Brown.
A dupla atesta ainda seu faro aguçado na descoberta
de uma das melhores cantoras do Hemisfério Sul:
a jovem, bela, sensual, dramática, luminosa cavernosa,
Taryn Szpilman, herdeira legítima de Nina Hagen,
Marianne Faithful, Nico e demais doces malditas.
Membro da quarta geração de músicos da família Szpilman
e da terceira da família Kalnakoff, Taryn combina
a maldição do Leste Europeu com a brejeirice dos
Trópicos, numa mistura exótica e única, que a permite
percorrer registros vocais inauditos, com interpretações
repletas de nuances e surpresas. Crooner da Rio Jazz Orchestra, regida por seu pai, Marcos Szpilman, vocalista da Rio Sound Machine, a versatilidade de Taryn manifesta-se
e refestela-se no patchwork rítmico da Eletro Fluminas.
Este é, pois, um CD pós-iluminista, engendrado
por uma trinca de ases nas cyber-cavernas do obscurantismo presente, apontando uma lanterna – ou lampião - esperançosa para o futuro. Oportunamente, depois de passar por revisões transgressoras de clássicos do rock’n roll e composições próprias inéditas, ele fecha com a inocência revista de Burt Bacharach, em “What the world needs now is love”. Porém, não se engane. Eletro Fluminas tem blues, techno, pop, afro, bolero... Mas é rock. E rock é rock mesmo.

Mathilda Kóvak




Rútila Máquina-Polygram 1993


Rútila Máquina,1993-Polygram
Faixas:
01-Caldeirão da Bruxa(Paulo Rafael/Marcio Lomiranda/Tonia schubert)
02-Sintético(Marcio Lomiranda)
03-Fim do Túnel(Tonia Schubert/Levindo Carneiro)
04-I Talk To The Wind(McDonald, Sinfield)
05-Passion(Marcio Lomiranda/Paulo Rafael)
06-Magnificat(Marcio Lomiranda)
07-Taxi Love (Tonia Schubert/Levindo Carneiro)
08-Terrivelmente em Paz (Marcio Lomiranda/Orlando Moraes)
09-Acredite ou Não (Lenine)
10-Illusion (marcio Lomiranda)



esgotado sem novas prenssagens nos formatos: cd,vinil e cassete......

Voz:Tonia Schubert
Guitarra:Paulo Rafael
Teclados:Marcio Lomiranda
produzido por:Rútila Máquina
Produção executiva:Guto Graça mello
gravado no Estudio Ninho da Aguia,RJ
mixado por:Moogie Canazio,Castle Oaks Studios,LA


só baixando mesmo..........

cd Rutila Maquina pra baixar

http://eletrofluminas.multiply.com/music

ou http://www.badongo.com/file/9214968



fotos:Levindo Carneiro






Lomiranda Produções Artísticas

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